Ponto e Vírgula 06/02/2026
Sobe - A Bahia pelo crescimento do número estudantes aprovados no Prouni.
Desce - Pessoas que praticam qualquer tipo de maus tratos aos animais.
Mandato
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, ontem (5), que haja mandato para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Para Lula, entretanto, essa decisão cabe ao Congresso Nacional e não deve ter relação com a tensão entre os Poderes com o julgamento da tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. Em entrevista ao Portal UOL, o presidente lembrou que a questão do mandato para a Suprema Corte estava no programa de campanha do PT em 2018, quando Fernando Haddad concorreu à Presidência. "Eu acho que tudo precisa mudar e nada está livre de mudança", disse Lula.
Critérios
Ainda na entrevista, ele defendeu critérios para a escolha dos novos ministros, a partir da "solidez de conhecimento jurídico e de cumprimento da Constituição". A declaração vem em um momento em que membros da Corte são criticados publicamente pela condução das investigações envolvendo as fraudes no Banco Master. Nesta semana, em discurso na abertura do Ano Judiciário de 2026, o presidente do STF, Edson Fachin, colocou como prioridade a preservação da integridade do tribunal e anunciou a criação de um Código de Ética para os magistrados, com a relatoria da ministra Cármen Lúcia.
Detonou
A deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) utilizou as redes sociais, ontem (5), para fazer duras críticas ao cantor de reggae, Edson Gomes. Na publicação, Olívia chamou Edson de "reacionário". Para a parlamentar, o cantor "compõe como um comunista, mas fora da vida artística age como qualquer pessoa de direita". "Contraditoriamente suas canções são críticas duras ao capitalismo e suas mazelas. 'Esse sistema é um vampiro', 'Vamos amigo lute, senão a gente acaba perdendo o que já conquistou' viraram hinos nas manifestações da classe trabalhadora. Mas Gomes nem deve se dar conta de que grande parte do seu público são pessoas de esquerda, os comunistas que ele tanto abomina", escreveu Olívia.
Tristeza
A deputada continuou ."É triste ver sua radicalização à direita nesta fase da sua vida. O bolsonarismo racista, colonial, que quer manter nosso povo submisso, vibrou com seu discurso. E nós, os comunistas, democráticos, combateremos seu discurso reacionário e seguiremos dançando seu reggae como um entretenimento, mas levando muito a sério a necessidade de lutarmos pra não acabarmos perdendo o já conquistamos", finalizou.
Comissão
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado instalou, na quarta-feira (4), uma subcomissão para acompanhar as investigações relacionadas aos fatos e condutas atribuídas ao Banco Master, suspeito de fraudes bilionárias no mercado financeiro. A chamada Comissão do Bando Master terá 13 membros e será coordenada pelo senador Renan Calheiros (MDB- -AL), que afirmou que o caso se trata da maior fraude bancária da história brasileira. "Diante da gravidade e da magnitude dos lesados, [esse caso] deve ser encarado de frente, doa a quem doer. Não haverá, desta Comissão do Master, nenhuma retaliação absolutamente contra ninguém. Mas saiba qualquer senador ou deputado, que, em havendo culpa, também não haverá omissão desta comissão", destacou o senador alagoano.
Prestigiou
O governador Jerônimo Rodrigues participou ontem (5) da solenidade comemorativa de posse da mesa diretora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). A mesa que comandará os trabalhos no Biênio 2026/2028 tem como o presidente da corte José Edivaldo Rocha Rotondano, que substitui a desembargadora Cynthia Maria Resende. A cerimônia aconteceu no Salão Nobre do Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. "É o dia de fortalecimento da instituição. A cada momento que se renova a direção é a renovação da crença e da esperança, que esse novo gestor vai dar continuidade ao que anterior iniciou e vai fortalecer suas ações", afirmou o governador.
Homenagem
A solenidade homenageou a memória do baiano Ruy Barbosa, advogado, político, escritor e diplomata. Durante a cerimônia, o novo presidente do TJBA destacou que terá "desafios para cumprir e pensar no melhor para a magistratura, o bem do Judiciário, da união e de toda a classe, dos nossos servidores, das pessoas que nos acompanham nessa jornada, e fazer com que elas se sintam pertencentes à instituição. Precisamos entender e acompanhar tudo o que acontece no dia a dia para estarmos conectados e prestando uma jurisdição plena, justa e rápida para toda a nossa sociedade".
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