Ponto e Vírgula 16/12/2025
Sobe - Flávio Dino, por ter a coragem de enfrentar o orçamento secreto do centrão.
Desce - O controlador geral do orçamento secreto, que saberemos o nome dele nos próximos dias.
Sombras do passado
Depois do pedido de justificativas para conhecimento da sociedade sobre o valor da contratação da empresa do concurso público, recebi uma informação de um dos membros que trabalhou no governo passado, aqui, em Feira de Santana, e que pediu sigilo do seu nome, segundo ele, por uma questão de segurança, que, no governo Colbert Martins Filho, foi celebrado um contrato para realização de um concurso público para aprovação de 592 profissionais, que teve um custo de 2 milhões, 266 mil, 631 reais e 40 centavos e que, por isso, eu tinha razões, de como cidadão, pedir explicações do valor desse contrato de 6 milhões e 600 mil reais. É por isso que os antigos diziam: "quando puxa o fio do novelo sempre se encontra o fim". O fim é a justificativa. Só isso.
Uma ajuda
Um pedido de informação não pode ser interpretado como um ataque, mas como uma ajuda. Para ajudar, um contrato foi para mil vagas e o outro, para 592. Então, não podemos achar que foi 3 vezes mais o valor, porque aí dariam uma resposta errada que não condiz com a realidade. A conta é, cada um dos mil aprovados, no final, vai representar um custo de R$ 6.600,00 por sua aprovação. Enquanto, o do governo passado, os 592 aprovados custaram R$ 3.828,00. Quase a metade do valor que poderá ser pago neste novo contrato. Pouco mais de um ano, de um para o outro. A empresa contratada, no governo Colbert, foi a IBFC, que fez também o concurso exitoso da Câmara, na gestão de José Carneiro, e nenhum dos dois poderes teve qualquer queixa, pública ou interna, e faz concurso também para a Polícia Federal. Só falta a explicação.
Outra ajuda das sombras
Agora, para encerrar o ano, acredito, um outro membro da equipe do governo anterior, também pedindo anonimato e ficar protegido pela lei da imprensa, o que vou acatar. Chamou a atenção para outra justificativa: "Por que na gestão da professora Anaci Paim, o contrato com a ACBEU para ensino da língua inglesa através do programa speak up para os alunos da rede municipal por inexigibilidade também, foi contratado por R$ 894.054,16, no ano passado. Se tivesse renovado esse mesmo contrato, aumentando com base na inflação que chegou a perto de 5%, ficaria, no mês passado, por 939 mil reais aproximadamente". Pois bem, o mesmo contrato, com o mesmo instituto, com o mesmo programa que será utilizado, também por inexigibilidade, foi contratado por 1 milhão, 774 mil e 73 centavos. Gente, alguém deve explicar essas distorções.
Tongue and mouth
Inexigibilidade se aplica para um produto único de uma empresa, que é diferente das outras. Pois bem, já que é assim, será que tinha algo especial, que justificasse um aumento de 100% do valor de um contrato para o outro, sendo da mesma empresa? Só se teve um item especial que justifique a inexigibilidade, como contratar uma professorinha de inglês, da Rua Piccadilly Gardens, na cidade de Manchester, na Inglaterra. Aí, sim! Faz diferença!
Foro no STF
O diretor da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, confirmou ontem, 15, que as investigações sobre supostas fraudes do Banco Master chegaram a uma autoridade com direito ao foro especial, no Supremo Tribunal Federal (STF). Diante disso, as apurações foram paralisadas e encaminhadas à Corte. O ministro Dias Toffoli determinou, então, que o caso tramite no tribunal. Todavia, o diretor da PF não fez referência sobre quem seria a autoridade que levou os investigadores a remeterem os autos do inquérito para o Supremo.
Para além da apuração
policial O caso Master tem exposto até mesmo ministros do STF. Na sexta-feira, 12, o ministro Toffoli, que viajou em um jatinho com um dos advogados da causa, impediu que a CPI do INSS tivesse acesso ao material de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do controlador do banco, Daniel Vorcaro. Outro ministro que teve seu nome citado é Alexandre de Moraes. A esposa dele, Viviane de Moraes, fechou um contrato de R$ 129 milhões entre o escritório de advocacia e o Banco Master. Segundo o jornal O Globo, a banca da família Moraes representaria o banco "onde fosse necessário".
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