Olimpíada sem elas expõe atraso do COI
Atleta top 10 denuncia veto e cobra decisão já
O combinado nórdico chega a Milão-Cortina 2026 como uma anomalia do programa olímpico, a única modalidade ainda fechada para mulheres. Annika Malacinski, 24 anos, voz ativa do circuito, escancarou o absurdo ao lembrar que é 10ª do ranking mundial e, mesmo assim, está fora do maior palco que seu irmão vai disputar.
A polêmica não é só moral, é técnica. O COI vende "critérios" de universalidade e audiência, mas mantém o esporte num ciclo de invisibilidade, pouca TV, pouco investimento e, depois, cobra popularidade. Quando o regulador trava a vitrine, ele também trava a base, a captação de atletas e a expansão do mercado.
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O efeito é direto: 2026 vira mais um ciclo olímpico com metade do talento do esporte assistindo do lado de fora. O COI promete reavaliar depois dos Jogos e decidir pensando em 2030, mas o recado que fica para uma adolescente que quer começar hoje é simples e cruel: seu sonho não tem data garantida.
O veredito é incômodo e óbvio. Não se trata de "falta de tempo", trata-se de prioridade. Em 2026, a instituição que se diz guardiã da igualdade aceita ser guardiã do atraso, e o combinado nórdico paga a conta em credibilidade, em público e em futuro.
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