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Gestão municipal culpa cidades sem regulação por problemas em hospital

Em apenas 10 dias a unidade registrou 282 atendimentos, dentre os quais 51 de gestantes oriundas de outros municípios sem regulação


21/01/2020 às 06:36h

Gestão municipal culpa cidades sem regulação por problemas em hospital
Crédito: Reprodução

A chegada de pacientes de outros municípios, sem regulação, tem causado superlotação na emergência do Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher), neste início de ano. Em apenas 10 dias a unidade registrou 282 atendimentos, dentre os quais 51 de gestantes oriundas de outros municípios sem regulação.


O Governo Municipal, por meio da Fundação Hospitalar de Feira de Santana, considera preocupante a situação e vai comunicar aos órgãos competentes a superlotação da maternidade. O prefeito Colbert Martins Filho, médico por formação, observa que o fato do Hospital da Mulher ser uma unidade referência em obstetrícia na Bahia, acaba sendo a preferência por parte das gestantes.


"É compreensível que seja requisitado por muitos municípios, e até muitas vezes por escolha das próprias gestantes por ser o Hospital da Mulher referência em Parto Humanizado e por ter uma assistência qualificada através de profissionais, médicos Ginecologistas Obstétricos, Técnicos e Enfermeiras Obstétricas, capacitados para lidar com a gestante desde a sua chegada até a hora do parto. Entretanto devemos entender que existe a Central de Regulação para encaminhar pacientes para locais onde há vagas, e não sobrecarregar o Hospital da Mulher”, ressalta Colbert.


De acordo a diretora presidente da Fundação hospitalar, Gilberte Lucas, pacientes gestantes muitas vezes graves estão sendo encaminhadas sem passar pela Central de Regulação. “A migração de pacientes que vem de outros municípios também se dar pela falta de assistência obstétrica em hospitais de muitos desses municípios do estado da Bahia, que não tem estrutura para receber essas pacientes, o que faz com que os mesmos encaminhem pacientes gestantes para esta unidade, sobrecarregando o nosso atendimento. É necessário que essas cidades estruturem seus atendimentos pelo menos em parto normal, para não prejudicar com a superlotação os atendimentos do Hospital da Mulher".


Gilberte revela que as cidades que encaminham pacientes sem regulação com maior frequência são: Irará, São Gonçalo dos Campos, Santo Estevão, Coração de Maria, Conceição da Feira, Conceição do Jacuípe, Cachoeira, Biritinga e Alagoinhas.


Ela observa que o problema vem se agravando porque o Hospital da Mulher tem sido o único da região que recebe pacientes durante 24 horas. Outro aspecto é que a UTI Neonatal tem recebido bebês excedentes a sua capacidade - o setor é mantido com 25% de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto o município arca com os custos de 75% através da receita própria.


A maternidade do Hospital da Mulher conta com 120 leitos na área de obstetrícia. A superlotação compromete a qualidade da assistência às gestantes internadas. “A média diária é de 30 partos, mas já chegamos a registrar até 35 procedimentos. Uma média de quase 750 partos por mês, com quase 900 procedimentos [partos e curetagem]”, informa Gilberte.

FONTE: Secom/PMFS
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