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Campanha online proporciona receitas e novas amizades

#QuarentineCooking (‘Cozinhar na Quarentena’, em português), uma campanha online de compartilhamento de pratos caseiros simples


17/05/2020 às 06:54h

Campanha online proporciona receitas e novas amizades
Crédito: Reprodução/Instagram

Os ingredientes são: aplicativo de mensagens no celular, passar o dia em casa e ter mais tempo livre e vontade de experimentar novas receitas. Modo de preparo: junte tudo e participe da #QuarentineCooking (“Cozinhar na Quarentena”, em português), uma campanha online de compartilhamento de pratos caseiros simples.

 

No Instagram, a hashtag tem feito sucesso e já começou a ser usada por restaurantes. No WhatsApp, prepondera o estilo de corrente. Ao receber uma mensagem da campanha, a pessoa deve repassá-la para 20 amigos acrescentando uma receita pessoal.

 

Com o consultório parado por conta da pandemia, a dentista Liana de Melo, 56, gostou tanto da #QuarentineCooking que está pensado em se lançar como boleira no Instagram. Os sabores têm sido testados e aprovados pelos primeiros clientes: o marido e os dois filhos, que moram com ela.

 

Na divisão das tarefas da casa, eles limpam e ela cozinha. “Nesse momento em que todos estão meio perdidos, dá um alento isso de fazer uma coisa gostosa para as outras pessoas”.

 

Não que antes da quarentena ela não cozinhasse, mas a prática era esporádica. Em ocasiões especiais, como reuniões em família, preparava pratos da sua terra natal, o Ceará, como o vatapá feito com frango em vez de camarão.

 

Já na rotina atual, para sua própria surpresa, tem feito de tudo. “No início, me bati sem a empregada. Me vi pegando em carne crua, que eu tinha um certo asco. Mas depois me joguei. Já que estou fazendo, que faça gostoso”.

 

Dentre as novas receitas que recebeu pelo WhatsApp, estava a da empresária Mônica Caribé. As duas nunca tinham se visto na vida e se tornaram amigas.

 

Mônica, que gosta de cozinhar “só quando dá vontade”, entrou na brincadeira para diversificar o tempo extra que tem passado em casa. Hoje, se divide entre o home office e as panelas.

 

“Às vezes, a gente fica sem ideia, e quando alguém manda algo que já testou, não tem receio. Cozinha é um mundo. Por mais que você saiba muito, nunca sabe tudo”.

 

Um dos pratos que repassou foi um rocambole com massa de legumes, que aprendeu com uma tia. Antes de ter o recurso do digital, se guiava pelas receitas de família. Algumas delas estão no livro herdado da mãe.

 

Meditação

 

A pedagoga e instrutora de yoga Cleyde Colin, 68, também usa as receitas da mãe como fonte de inspiração. Ela herdou o gosto pela cozinha e repassou ao filho, que se formou em gastronomia.

 

“Considero como uma forma de meditação porque você foca toda sua atenção e consciência em cada coisa que vai fazendo, no sentir dos produtos, nas cores. Isso tudo é alimento, afinal”.

 

Assim, foi juntando desde sempre as receitas de pratos que experimentava e gostava. Tudo está guardado no seu “cadernão antigo”. “ Esse caderno já foi bastante recorrido. As folhas já mudaram de cor por causa das gotas que acabavam pingando no papel”.

 

Mesmo com o risco quase certo da sujeira, as recomendações recebidas online são anotadas à mão num bloquinho que tem até nome: Ciranda das Receitas.

 

Além do passo a passo, acrescenta comentários e alterações. Outro dia, por exemplo, recebeu a receita de torta de espinafre. Na falta do ingrediente, colheu umas folhas de ora-pro-nobis no quintal de casa e criou sua versão.

 

Suas indicações também são adaptadas. Para a sobrinha vegana, nada de alimentos de origem animal. Para a amiga intolerante a lactose, manda pratos que levem leites vegetais.

 

Enquanto Cleyde separa suas recomendações por categoria, o advogado Emanuel Almeida, 55, sofre para sistematizar suas receitas. “Como faço tudo de olho, demoro medindo as quantidades para conseguir repassar”.

 

Emanuel sempre teve o costume de cozinhar para a família, que é grande e exigente no quesito da culinária. É que ele até começou a cursar gastronomia antes do direito, mas foi a irmã que seguiu na carreira e é dona de restaurante.

 

Por conta dessa tradição, o advogado sempre foi de trocar receitas. Agora, só fez intensificar o hábito. “O grande argumento das pessoas para não cozinhar é não ter tempo, que hoje é o elemento que temos de sobra”. Ele mesmo não dava conta de cozinhar todos os dias antes da quarentena.

 

Como era meio complicado até para ele, encoraja quem tem menos intimidade com as panelas: “Tem muito folclore sobre cozinhar, mas é fácil. Se você se jogar, alguma coisa sai! Começa numa segunda-feira e vai tentando”.

FONTE: A tarde Online
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