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Empregos crescem 81% nos pequenos negócios

A remuneração real dos empregados nos micro e pequenos empreendimentos cresceu 18%


26/02/2013 às 03:10h

 

Os pequenos negócios  foram responsáveis pela geração de sete milhões de novos empregos com carteira assinada desde o ano 2000 até 2011. São 15,6 milhões de postos de trabalho, o que significa que 52% da mão de obra empregada no país estão nas micro e pequenas empresas. O crescimento foi de 81% no período.

 

No período, a remuneração real dos empregados nos micro e pequenos empreendimentos cresceu 18%, o dobro do aumento verificado nos salários pagos pelas médias e grandes empresas, que foi de 8,9%.

 

Construção civil e comércio foram os setores que registraram as maiores taxas de expansão do emprego. A multiplicação dos programas de construção pelo país e o início das obras para os grandes eventos esportivos, contribuíram para o salto de 115% nos postos de trabalho das micro e pequenas empresas da construção civil desde o ano 2000. O aumento na demanda do consumidor final também provocou mais contratações no comércio, que ampliou em 81% o número de vagas com carteira assinada no mesmo período.

 

Os salários também cresceram mais nesses mesmos setores: no comércio, o aumento real de salários foi de 22%, seguidos pelos trabalhadores da construção civil e também da indústria, que passaram a receber em 2011 salários 21% maiores do que os praticados em 2000.

 

Faixa etária e região

 

No que se refere à remuneração, os jovens e os empregados com 60 anos ou mais foram os que obtiveram os maiores incrementos salariais. Empregados entre 18 e 24 anos tiveram um aumento médio salarial de 26%, mesmo percentual de acréscimo verificado no pagamento dos funcionários com 60 anos ou mais.

 

Na análise por região, o número de empregos oferecidos ainda é maior nos pequenos negócios da região Sudeste, que responde por 51,7% dos postos de trabalho. Entretanto, entre 2000 e 2011, o Nordeste foi a região que mais ampliou a taxa de contratações, saindo de 13,4% para 15,4%. Quanto ao crescimento salarial, o maior incremento foi registrado no Centro-Oeste, com 32% de reajuste real nos salários durante o período.

 

Os dados constam no Anuário do Trabalho da Micro e Pequena Empresa, elaborado pelo Sebrae em parceria com o Departamento Intersin dical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A pesquisa utiliza informações da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), registro administrativo do Ministério do Trabalho e Emprego, da Pesquisa Nacional por Amostra de Dominícios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), do Dieese e da Fundação Seade.

FONTE: Com informações da Agência/Sebrae
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