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Dayane Pimentel: de cabo eleitoral para antagonista de Bolsonaro

Deputada federal fala sobre disputar Prefeitura de Feira de Santana


28/05/2020 às 12:32h

Dayane Pimentel: de cabo eleitoral para antagonista de Bolsonaro
Crédito: Reprodução

A professora Dayane Pimentel foi eleita deputada Federal em 2018 pelo PSL, partido que preside na Bahia, e a cunho nacional com o PSL Mulher. Dayane é Feirense, e foi eleita com 136.000 votos, fi cando com a 4º posição no quadro geral das votações, e deputada federal mais votada do estado da Bahia. Agora, ela é pré-candidata a prefeitura de Feira, e por isso foi a entrevistada na série de entrevistas com pré-candidatos a prefeitura do programa Pressão Total, da Rádio Geral, apresentado por Amaury Junior.


Durante sua campanha para deputada federal, Dayane assumiu as pautas da extrema direita conservadora, e se apresenta até hoje como defensora da família, como cristã, protetora dos anseios conservadores, e da economia mais aberta. A partir disso, foi convidada pelo presidente Jair Bolsonaro (na época, candidato a Presidência pelo PSL, hoje sem partido) a participar de sua campanha, fazendo um levante da direita conservadora na Bahia. Dayane ficou conhecida no estado como a candidata de Bolsonaro. Em novembro de 2019, ela acabou rompendo com o presidente, quando foi flagrada em um grampo durante uma reunião de deputados do PSL.


De acordo com a deputada, o que sente quanto ao presidente, é decepção. “Tudo que ele prometeu na campanha, está fazendo ao contrário, está afrouxando as nossas leis para beneficiar a corrupção, eu não tenho que concordar com ele. Ele me ajudou? Sim, mas eu ajudei ele também. A gente tinha toda uma vontade de mudança personificada nele, e quando vemos que o projeto não era aquele por qual nós lutamos, a decepção grita mais alto”.


Dayane esclareceu que não está contra o presidente, mas sim, contra seu projeto de governo que de acordo com ela, ganhou cunho pessoal. “A figura do presidente não conta com nosso acordo quando mente, engana e distorce em benefício de sua própria família e próprio projeto de poder. Eu voto junto com o Governo Federal naquilo que eu entendo que é benéfico para sociedade, agora, isso não vai me fazer ser subserviente aos desejos pessoais do presidente da República, independente de quem seja ele. Não é uma posição fácil, tem que ter coragem, tem que ter desprendimento e a ficha limpa para não ser julgada no ato do próprio julgamento”, exclamou.


Áudios vazadas


O rompimento da amizade entre Dayane e o presidente no final de 2019 aconteceu quando ela foi flagrada em um grampo durante uma reunião de deputados do PSL. Dayane comentou sobre a lista com as assinaturas para colocar o deputado Eduardo Bolsonaro na liderança do PSL na Câmara Federal. “O presidente diz: ʻAssina, senão é meu inimigoʼ. Quem é que não ia assinar? Por isso que eu não fui”, disse a parlamentar, no áudio vazado na imprensa. E de acordo com ela, não se arrepende do dito, nem do feito. “O que eu falei no áudio é que a pessoa que gravou o presidente aliciando os deputados, foi a coisa certa. Tinha sim, que mostrar que ele estava manipulando os parlamentares, eu acredito que a verdade tem que vir à tona, e se meu abraço se estende a quem está do lado da verdade, então, ótimo”, enfatizou.


“Não posso ser cúmplice de um projeto de poder familiar, ora, todas as investigações do Ministério Público do Rio nos levam a ver que Flávio Bolsonaro está sendo investigado por formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro. Então são indícios fortíssimos, atrelando isso com o comportamento da família Bolsonaro, não posso ter outra posição, e eu já defendi ele, mas, não vou defender quando sei que não está certo”, afirmou Dayane.


Eleições 2020


Para Dayane, a motivação para concorrer a prefeita de Feira de Santana vem do desejo de ver a cidade voltando a ser novamente a primeira cidade do interior do país. “Feira tem condições de se fortalecer, como centro comercial, industrial, médico. Temos todas as ferramentas na mão, o que falta aqui é que ainda temos a forma igual, corriqueira de anos e anos de se governar, e eu não falo apenas no nome de um novo gestor, mas de uma nova proposta. Feira ficou parada, já foi sim o primeiro interior do Brasil, hoje não é mais, e diante de todas as condições econômicas e culturais, temos requisitos para nos mantermos, temos que trabalhar com as pessoas e ideias certas, vamos abrir nosso secretariado para pessoas que compreendam os assuntos”, elucidou.

FONTE: Da Redação
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