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Agosto: operação interiorizou 1.300 venezuelanos

Mesmo com a pandemia, a ação não parou e beneficiou cerca de 42 migrantes e refugiados por dia


17/09/2020 às 04:29h

Agosto: operação interiorizou 1.300 venezuelanos
Crédito: Divulgação

Criada para receber venezuelanos que fugiam da ditadura vigente no país e buscam melhores condições de vida no Brasil, a Operação Acolhida segue em pleno funcionamento, apesar da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Só em agosto deste ano, 1.300 migrantes e refugiados foram interiorizados. Ao todo, são 41.146 beneficiários que hoje contam com novas oportunidades em 608 municípios brasileiros. As cidades que mais receberam os novos moradores foram Manaus (4.718) São Paulo (2.639) Curitiba (2.500).


O Ministério da Cidadania, responsável pela coordenação do Subcomitê Federal para Interiorização, investiu R$ 80 milhões entre março e julho para promover ações socioassistenciais e inclusão socioeconômica dos migrantes e refugiados venezuelanos. Para o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, os bons números da iniciativa comprovam que a Operação Acolhida é um verdadeiro sucesso. "O governo do presidente Jair Bolsonaro não mede esforços para devolver a dignidade e a esperança que foram tirados dos venezuelanos".


Na última quinta-feira (10), representantes de quatro Ministérios do Governo Federal, além de Casa Civil e Secretaria de Governo, realizaram uma visita técnica aos abrigos em Pacaraima (RR), cidade que faz fronteira com a Venezuela. Dante Viana, secretário-adjunto da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social afirma que, certamente, a operação servirá como modelo para outros países. "Nenhuma outra operação de acolhimento de refugiados no mundo jamais colocou uma estrutura tão complexa quanto a nossa. A Operação Acolhida, hoje, é o parâmetro que os órgãos internacionais vão usar para o resto do mundo", disse.


Entre os migrantes e refugiados interiorizados, 58% buscam reunificação social, 29% pedem abrigo e 9% desejam reunificação familiar. Para auxiliar na estratégia de interiorização, o governo conta com as nove casas de passagem espalhadas pelo país. Elas são gerenciadas pela sociedade civil e foram criadas para receber e apoiar os venezuelanos por alguns dias, sendo um ponto de apoio intermediário entre o embarque em Boa Vista ou Manaus e o local de destino final das pessoas refugiadas e migrantes.

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