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Veja o vídeo da denúncia de fraude no Minha Casa, Minha Vida

Esquema inclui nome na lista de contemplados pelo programa por R$ 3 mil


12/11/2013 às 09:18h

Veja o vídeo da denúncia de fraude no Minha Casa, Minha Vida
Crédito: Reprodução/Arquivo FE
Denúncia de fraude na seleção do Minha Casa, Minha Vida

O Minha Casa Minha Vida, programa habitacional do Governo Federal que tem como objetivo suprir a carência de moradias para famílias de baixa renda, através da Caixa Econômica Federal, tem contratado para Feira de Santana 18.014 mil habitações em 42 conjuntos habitacionais nos mais variados bairros da cidade, das quais 6.075 mil já foram entregues aos seus respectivos moradores, famílias com renda mensal de até R$ 1.600,00.

 
O Governo Federal investe, nas unidades já contratadas, recursos na ordem de R$ 872 milhões. O programa Minha Casa Minha Vida tem grande alcance social e foi criado para atender famílias de baixa renda. As famílias contempladas recebem de ajuda do Governo Central, uma dedução de R$ 17.960 sobre o valor total do imóvel e pagam o restante em suaves parcelas durante, aproximadamente, 35 anos. Para as famílias com renda mínima, as prestações chegam há um pouco mais de R$ 50,00.

 
Fomos procurados por um cidadão feirense que se enquadra nos parâmetros estabelecidos pelo Minha Casa Minha Vida e que desde 2009 está inscrito no programa. Entretanto, mesmo ele obedecendo aos critérios e depois de tanto tempo, o referido cidadão jamais recebeu nenhum retorno no que se refere ao seu pleito. Informa ele que, no final de julho, enxergou uma luz no final do túnel, quando um amigo lhe disse ter conhecimento de um esquema que o favoreceria com a certeza de ter seu nome incluso na lista de contemplados pelo programa.

 
O denunciante, chamado Edson, que trabalha com jardinagem em trabalhos eventuais, foi levado pelo tal amigo - de nome Flores, que lhe garantiu que, pagando a quantia de R$ 3 mil, teria seu nome incluso na lista dos contemplados. Interessado, ele foi levado por Flores ao encontro da pessoa responsável por intermediar o esquema. Foi nesse encontro que Edson conheceu Gel Chama, que se disse radialista e responsável por já ter intermediado algumas casas que, inclusive, já foram entregues.

 
Se dirigiram ao conjunto Ecoparque 1, onde lhe foi mostrado por Gel Chama e Flores que ainda haviam unidades disponíveis naquele condomínio, mas que a negociação deveria ser concretizada o quanto antes, pois havia outras pessoas no esquema, também negociando unidades naquele conjunto. Segundo Gel Chama, caso houvesse demora, só seria possível contemplá-lo com uma unidade do Ecoparque 2, ainda em construção. Edson ficou de responder na semana seguinte.

 
No segundo encontro, o jardineiro foi levado para um terreno baldio no fundo do conjunto Ecoparque. Edson foi negociar o preço a ser pago e o prazo que teria para fazê-lo. Gel rejeitou a redução do valor, argumentando que o esquema contava com outras pessoas dentro da secretaria de habitação e que cada uma recebia uma parte deste dinheiro. Gel exclamou: “Sou apenas um peixe pequeno”. Continuando em seguida: “Aqui você não vai precisar de nada. Só da identidade, do CPF e de um comprovante de residência, porque é o seguinte, o que vale é a influência e é essa pessoa que faz a coordenação. Então esse ‘garantirá’ - vamos dizer assim - é divido entre eles lá e cada um agiliza uma parte. Quando vem já é a papelada pronta. Para falar a verdade, eu recebo a minha parte... Quem você está conhecendo sou eu. Se acontecer de dar algum problema e o negócio não andar dou a minha palavra que devolvo seu dinheiro”, afirmou categoricamente o radialista.

 
O terceiro encontro foi cercado de nervosismo e desconfiança. Flores alertou Edson: “Resolva logo isso porque ele está desconfiado”. Ambos foram ao encontro de Gel Chama e lá Edson lhe disse que conseguira apenas R$ 500 para dar de entrada, mas que uma amiga emprestaria o restante e ele quitaria o pagamento na próxima semana. Gel reagiu negativamente e não quis receber o dinheiro, mas Edson insistiu e garantiu que voltaria para pagar o restante. O intermediário relutou, mas acabou aceitando, pressionando o jardineiro pela agilidade do pagamento do restante do dinheiro.

 
Durante os três encontros, Gel sempre tratou de uma suposta pessoa ligada ao esquema dentro da secretaria no feminino, dando a entender que “a pessoa” a quem ele tanto se refere é uma mulher. Também durante as conversas, ficou claro que esse esquema não começou este ano, o que evidencia que isso vem ocorrendo há alguns anos. Em nenhum momento ele tratou das supostas pessoas ligadas ao esquema como sendo algum membro do alto escalão da administração municipal ou da Caixa Econômica Federal.

FONTE: Da Redação
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