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Supercombo apresenta ‘Amianto’ em Feira

Banda formada em Vitória (ES), mas radicada em São Paulo, finaliza divulgação do mais recente trabalho


20/11/2015 às 11:50h

Supercombo apresenta ‘Amianto’ em Feira
Crédito: Divulgação

Um combo de influências, saídos de diferentes lugares e sem medo de adjetivos: é super. E os números estão aí: se você usa aquele serviço de streaming da cor verde, certamente já ouviu a música deles, anda assistindo vídeos na net, já viu alguma recomendação. A música ‘Piloto Automático’ ficou atrás apenas dos dinossauros do Led Zeppelin, como música mais compartilhada no Spotify em 2014. O vídeo clipe do hit atualmente tem 4 milhões de visualizações no Youtube, tudo isso para uma banda independente ,que aposta em composições cerebrais e um pop rock harmônico.


A trajetória da Supercombo começa em 2006, surgida em Vitória, no Espirito Santo e hoje, estabelecida em São Paulo. Hoje o quinteto é formado por Leo Ramos (voz/guitarra), Pedro Ramos (guitarra), Carol Navarro (baixo), Raul de Paula (bateria) e Paulo Vaz (teclado). O grupo chega à Feira de Santana após uma maratona de sete shows pelo Nordeste, para a noite de encerramento do Feira Noise Festival, no domingo, 29.


Em fase final de divulgação do ‘Amianto’ (2014), após a participação no programa Superstar, da TV Globo, a banda ainda emplacou o vídeo clipe da música que dá nome ao disco, trazendo um personagem transsexual, em crise de aceitação. Polêmica pouca, não é...?


Quem conversou com a reportagem do FOLHA DO ESTADO foi o guitarrista Pedro Ramos, um combo de apelidos, mas também conhecido como Toledo. Confira:


A Supercombo, como banda independente, atingiu marcas significativas, com a música “Piloto Automático” como uma das mais compartilhadas no Spotify em 2014 e o clipe já tem mais 4 milhões de visualizações no Youtube. A internet foi fundamental para a disseminação do trabalho do grupo? Há um olhar especial da banda para este segmento?


Com certeza. Hoje em dia o mundo inteiro está se voltando pra internet. Você praticamente não ouve falar de bandas ou negócios que dão muito certo e não utilizam a internet como ferramenta. O alcance é muito grande e a praticidade de criar conteúdo também ajuda. Somos antes de tudo consumidores de conteúdo e usamos dessa 'experiência' para criar nossos vídeos e tudo mais.


Qual a ideia por trás do nome Supercombo? Antes da gravação do álbum ‘Amianto’, o baterista Marcelo Braga, o baixista Jackson Pinheiro e o guitarrista Jean Diaz foram substituídos. Como foi integrar novos componentes e não perder a ideia da banda de unir pessoas com influências musicais diferentes?


O nome no início era uma referência aos games. Somos todos adeptos do vídeo game, principalmente o Léo que praticamente vive dentro dos jogos (risos). Hoje em dia o nome vem a calhar no sentido de mistura, nessa nova formação são 4 pessoas de estados diferentes com experiências e personalidades completamente diferentes que se juntam para fazer esse combo funcionar. E vem dando muito certo.


Antes do ‘Amianto’, o grupo gravou o ‘Festa’ (2008) e ‘Sal Grosso’ (2011). O último traz o sucesso ‘Saco cheio’ e as músicas exploram temáticas como relacionamentos. Porém no Amianto, destacam-se composições mais cerebrais, filosóficas até, como a faixa que dá nome ao disco. Há um processo de amadurecimento nas composições?


Certamente. Somos seres humanos em processo de evolução, acho que se a gente ficasse sempre escrevendo sobre as mesmas coisas e fazendo o mesmo 'tipo' de som a banda não iria pra frente e ficaríamos entediados no caminho.


A música ‘Amianto’ aborda todo um sentimento de não aceitação pessoal, um diálogo como se a evitar uma tentativa de suicídio. O clipe da música, lançado recentemente, traz um ator transformista, a se livrar, quase a despir de algo que o incomoda. Fazer música independente dá uma liberdade maior e uma ousadia para transitar nestes temas polêmicos e muito subjetivos?

 

Sim. Quem decide o que falar e quando falar somos nós mesmos. A ideia do clipe de Amianto por exemplo veio de um amigão nosso que também faz várias artes para banda, Juarez Tanure, e caiu como uma luva, pois estávamos sem ideia para o clipe já que não queríamos fazer uma historinha literal seguindo a letra. É um tema bastante importante para nós e acreditamos que quanto mais se falar disso, mais as pessoas vão se familiarizando com a ideia de que somos todos iguais e não importa seu sexo, cor ou religião.

 

"Estamos ansiosos para tocar aí

em Feira pela primeira vez"


O trabalho da Supercombo pode ser acessado nas plataformas digitais, mas vocês também têm o disco físico. Com avalia o mercado fonográfico atualmente?


Tá todo mundo aprendendo como fazer dinheiro no mundo moderno da música. A gente gosta de dar a maior quantidade de opções para as pessoas ouvirem nossos sons, o CD físico hoje em dia é um souvenir para quem gosta do encarte e tal.


Em 2015 a banda participou do programa Superstar, da Rede Globo. Essa experiência ampliou a visibilidade da banda. Vocês apresentaram uma releitura de ‘Epitáfio’, do Titãs e duas músicas autorais. Explica como foi o processo de escolha.


Epitáfio foi a segunda música que tocamos, logo depois de Piloto Automático. A escolha é feita em conjunto com um produtor musical lá de dentro. No nosso caso era o Alexandre Castilho (grande pessoa). Ele ouve as opções de música que a banda escolhe e dá opiniões sobre qual ele acha que funcionaria melhor ou não mas a decisão final é sempre da banda.

 

"Quem decide o que falar e quando

falar somos nós mesmos"


Exposição nacional, uma música hit... Tudo isso aumenta a responsabilidade para os próximos trabalhos?


Não costumamos colocar muita pressão nesse sentido. A gente faz música de dentro para fora e esperamos que alguém se identifique. Se você tenta muito atingir um certo público você acaba soando muito parecido com o que você já fez ou com as outras coisas que estão rolando pela cena. Por isso acho que o desapego na hora de compor é a melhor ferramenta. 


Em que estágio de divulgação do Amianto vocês estão? Já pensam em novo trabalho?


O Amianto está no seu fim. O clipe da música Amianto foi lançado com o intuito de fechar o disco mesmo. Nosso próximo disco já está em processo de composição e provavelmente será lançado nos primeiros meses de 2016.


É a primeira vez em Feira de Santana, mas antes vocês estão em tour pelo Nordeste. Legal a recepção do público no Nordeste? E em Feira, ansiosos em participar do Feira Noise?


Legal! A galera aqui tem uma energia muito foda (sic.). Todos os shows da tour foram surpreendentemente irados. Sem falar nos ‘dayoffs’ aqui em Natal que estão espetaculares (risos). Estamos ansiosos para tocar aí em Feira pela primeira vez, se for só um pouquinho parecido com o que tem rolado aqui nos últimos shows a gente vai já ficar muito feliz. 

 

Mais sobre Supercombo


Supercombo
Amianto
Lançamento: 29/01/2014
Duração: 42 minutos
Independente
Preço na loja on-line da banda: R$ 25
Disponível também em serviços digitais iTunes, Deezer, GooglePlay, Napster Brasil, Rdio e Spotify.

 

CONHEÇA O 'AMIANTO':

 

FONTE: Da Redação
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