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Ginastas Diego Hypolito e Arthur Nory são prata e bronze no solo

No Rio de Janeiro, DIego Hypolito e Arhtur Nory escreveram seus nomes na história da ginástica artística brasileira


15/08/2016 às 10:10h

Ginastas Diego Hypolito e Arthur Nory são prata e bronze no solo
Crédito: Reprodução

Quanto um minuto e dez segundos podem mudar a sua vida? Nesse período, tudo pode acontecer. Mas faça essa pergunta para Diego Hypolito e Arthur Nory neste domingo. A resposta será, certamente, carregada de emoção. Redenção, superação, volta por cima... Tudo isso pode ser utilizado para definir o que os ginastas brasileiros alcançaram: as medalhas de prata e bronze nos Jogos Olímpicos do Rio.

 

Na Olimpíada de Pequim, em 2008, o favorito Diego caiu sentado na decisão do solo. Quatro anos depois, em Londres, caiu de cara. No Brasil? Bom, em casa ele caiu de pé. E direto no pódio, com uma nota que, apesar de não ter sido tão alta, era o que bastava 15,533.

 

Segundo a entrar no tablado, o ginasta tinha uma feição séria. Não sorriu quando apresentado e mostrava uma concentração que impressionou, desde o instante em que colocou os pés na área de competição. Seguro, Hypolito parecia gritar consigo a cada salto cravado.

 

Quando encerrou sua apresentação, correu para os braços do técnico Marcos Goto. Era o momento de redenção. Nessa hora, Diego gritava, pulava, vibrava com a torcida... O brasileiro havia, enfim, renascido no Rio de Janeiro.

 

Na sequência, Arthur Nory fez a performance de sua vida. Encantou a torcida, os árbitros, e conquistou uma das melhores notas de sua carreira: 15,433. Saiu gritando, pulando, chorando, vibrando... Enfim, sabia que poderia ter feito história no Rio de Janeiro.

 

Depois, era só esperar. Haviam seis ginastas para se apresentar. Quando o americano Samuel Mikulak subiu ao tablado, sendo o último que poderia tirar um dos brasileiros do pódio, a Arena ficou muda. No fim, a nota. Era menor que a de Diego. Era menor que a de Nory.

 

No Rio de Janeiro, DIego Hypolito e Arhtur Nory escreveram seus nomes na história da ginástica artística brasileira. Após dois ciclos com muitas lágrimas, dessa vez, o choro foi apenas um: de alegria.

FONTE: Terra
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