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Conheça um pouco da história de Lucas da Feira

Neste 20 de novembro, diversas atividades homenageiam essa figura história.


20/11/2012 às 10:43h

Conheça um pouco da história de Lucas da Feira
História em quadrinhos lançada em 2010 | Crédito: Reprodução

 

Comemora-se neste 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra. Em Feira de Santana, diversas atividades serão realizadas ao longo de todo o dia. Em muitas delas, como é o caso das ocorridas nas unidades dos Cras, homenageiam a figura histórica feirense, Lucas da Feira. Afinal de contas, esse homem foi um escravo que se rebelou contra o sistema escravocrata da sua época.

 

Um pouco de história

               

Lucas Evangelista dos Santos ou Lucas da Feira foi um escravo nascido da união dos escravos jejes Maria e Ignacio, em outubro de 1807, na Fazenda Saco de Limão, nos arredores da Freguesia de Nossa Senhora dos Humildes, pertencente ao Padre José Alves Franco. Devido a sua rebeldia, seu proprietário enviou-o a sede do Arraial de Sant’Anna, para que fosse instruído no ofício de carpintaria pelo mestre crioulo João Pereira Batista. Entretanto, em 1828, Lucas da Feira fugiu, tornou-se bandoleiro, chefiou um bando que atuou por vinte anos nos arredores da atual cidade de Feira de Santana, atacando tropeiros que iam e vinham da Feira do Gado.

 

Alguns estudiosos afirmam que Lucas da Feira nunca foi um Hobin Wood que roubava dos ricos para dar aos pobres, na verdade ele roubava de quem achava que deveria roubar. Além disso, ele não criou um movimento abolicionista diretamente, mas sim indiretamente, uma vez que, seus atos incitavam outros negros a também se rebelaram contra seus senhores. Ou ainda, Lucas, de fato, raptava algumas mulheres, inclusive filhas de comerciantes e fazendeiros, passava um tempo e depois as devolvia.

 

Toda história que se preze tem um traidor. Na história de Lucas não foi diferente. Seu traidor foi o Oficial de Justiça Cazumbá, este se tornou um foragido depois de ter matado um homem na “Ladeira do Nage”. Segundo as pesquisas, Cazumbá, durante certo período, seguiu o bando de Lucas e criou-se um vínculo de amizade. Dizem às lendas, que Cazumbá batizou o filho de Lucas, Colatino (não existe nenhum registro que comprove a existência ou a descendência desse filho).

 

O bando de Lucas da Feira era muito temido, inclusive o Governador da Província estipulou um prêmio de quatro mil réis pela captura e morte de Lucas. O sogro de Cazumbá então entrou em contato com o Juiz de Paz e propôs a seguinte barganhar, Cazumbá mataria ou prenderia Lucas e em troca receberia além do prêmio o perdão pelo seu crime.

 

Segundo relatos, Cazumbá foi atrás de Lucas e o encontrou descansando, onde é hoje o bairro Muchila. Lucas foi atingido por um tiro, mas conseguiu fugir para a localidade da Tapera, próximo de São Gonçalo, mas precisamente numa gruta. Depois de alguns dias, encontraram um negro com um vaso de álcool canforado, que na época era usado para curar ferimentos. O negro entregou Lucas e foi feita uma nova emboscada, na qual Lucas foi preso e conduzido a Vila de Sant’Anna, isso ocorreu em 1848.

 

Dizem que nesse dia os comerciantes locais deram uma festa, distribuíram bebidas, soltaram fogos. Lucas teve o braço amputado na prisão, em decorrência do ferimento à bala. Julgado em praça pública, na Igreja dos Remédios, condenado a morte por enforcamento, foi conduzido para Salvador, para o Forte de São Pedro, onde ficou um ano preso. Voltou para a Vila de Sant’Anna para ser enforcado no Campo da Gameleira, onde ocorria à Feira do Gado, atualmente Praça D. Pedro II, em 25 de setembro de 1849.

FONTE: Por Kalila Gama
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