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Artigo/Parte I

Cuba e Panamá, o passado e o futuro

O artigo relata parte da viagem de Humberto Cedraz pela ilha de Cuba


05/12/2012 às 12:15h

Cuba e Panamá, o passado e o futuro
Crédito: Divulgação

 

A busca do conhecimento sempre nos leva a olhar curioso sobre algumas situações e localidades, que apenas a leitura não é suficiente para saciar essa curiosidade e foi conduzido por esse espírito que sempre quis visitar a Ilha de Cuba, para de perto conhecer um pouco do seu povo, da sua história e da situação socioeconômica que viveram e vivem atualmente.

 

Uma viagem marcada para outubro do ano passado foi abortada na véspera, por uma cirurgia de urgência a qual fui submetido. Mas este ano, finalmente, consegui fazer a viagem à Ilha, incluindo uma passagem de dois dias no país centro-americano do Panamá pela vontade juvenil de conhecer o canal que leva o mesmo nome do país, uma das maiores obras da engenharia que encurta a distância da navegação entre continentes e oceanos (Atlântico e Pacífico).

 

Reservando dois dias para as viagens de ida e volta, restou-me oito dias livres juntamente com um grupo de amigos para conhecermos Havana, capital cubana e sua principal cidade balneárea, Varadero, banhada pelas águas multicoloridas do Caribe, ornadas pelas areias brancas do norte cubano. É nessa cidade que endinheirados do Canadá, centro-americanos e europeus desfrutam o verão

 

Ao fim da viagem, resolvi escrever alguma coisa sobre ela e avaliei que não deveria tratar das questões políticas, que sempre trazem um ranço discricionário e tendencioso e vou buscar mais a questão sociológica, envolvendo a economia e começo pelos dois dias no Panamá, especialmente em sua capital, onde se encontra o canal.

 

A cidade do Panamá se propoõe ser a Dubai das Américas. Os edifícios são de construção moderna e linhas arrojadas, traçando um cenário encantador escondendo a dureza do cimento. O país funciona como uma companhia Off - Shore, onde empresas fora de suas bases nacionais se instalam para usufruir de incentivos fiscais, barateando seus custos operacionais e fiscais.

 

Panamá hoje é um centro de confluência de negócios do mundo. O seu aeroporto rivaliza em movimento com os de grandes países. A população é de 3.450.000 habitantes, aproximadamente, sendo que 1.800.000 estão na capital. O país tem uma extensão territorial de 75.517 km²; menos de 1/7 da área do Estado da Bahia. O seu PIB é de US$ 33 bilhões, aproximadamente; 1/5 correspondente ao da Bahia. 

 

A maior receita do país vem dos serviços prestados pelo canal, que teve seus estudos iniciados ainda em 1524 pelos espanhóis e sua construção, pelos mesmos, começou em 1890 com as escavações. A selva e febre amarela fizeram as obras pararem e foram reiniciadas em 1903 pelos americanos, que a concluíram em 1914. As obras custaram as vidas de cerca de 22 mil homens. Treze mil navios atravessam o canal anualmente a um custo que varia de US$ 50 a US$ 200 mil por uma travessia de 80 km que dura entre 8 e 10 horas, mas o percurso de um oceano a outro,com lista de espera, chega a 24 horas.

 

Com o fluxo, o atual canal está sendo incapaz de atender a demanda, não pelo número cada vez maior de embarcações, mas pelo tamanho e calado das mesmas se fez necessário um projeto para a construção de um novo canal, iniciado em 2006, que atenderá aos novos petroleiros, greneleiros e os supernavios cargueiros para transporte de containeres com calado de até 15 metros. Atualmente, mais da metade da frota mundial não consegue passar pelo canal, pela sua dimensão. Esses navios podem chegar a 366 metros de comprimento. A obra está orçada em US$ 5.5 bilhões, com previsão de inauguração para as comemorações dos 100 anos do velho canal em 2014.  

 

Uma empresa brasileira participa também do conglomerado que constrói o novo canal, trata-se da Paragon, responsável pelo projeto de simulação dos impactos das mudanças no nível de serviço do Canal - tanto no atual quanto no expandido, um dos mais importantes dentro do conglomerado de projetos que servirão de base para a expansão.

 

Matéria publicada na edição de sábado (01) do Jornal Folha do Estado 

FONTE: Por Humberto Cedraz
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