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Prefeitura de Feira deve entrar em comodato com COMU

Comu é uma entidade privada sem fins lucrativos que presta serviços nas áreas de assistência social, prevenção e combate à violência contra a mulher


10/08/2018 às 03:58h

Prefeitura de Feira deve entrar em comodato com COMU
Crédito: Reprodução

A Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE/BA) segue intermediando demanda relacionada à viabilização do funcionamento do Coletivo de Mulheres (Comu). A organização social está localizada em um prédio municipal desde 2012, por concessão do Município, e, recentemente, foi divulgado o resultado de uma licitação municipal para a reforma do prédio, a fim de ser instalada a Guarda Municipal no local. O Coletivo de Mulheres de Feira de Santana – Comu é uma entidade privada sem fins lucrativos que presta serviços nas áreas de assistência social, prevenção e combate à violência contra a mulher.


Em reunião realizada, o Secretário de Prevenção à Violência solicitou a Defensoria Pública que fosse formalizado novo pedido, e a Defensoria Pública se comprometeu a verificar qual o formato jurídico mais viável e menos burocrático, já que existe licitação para a reforma do prédio finalizada e obras a serem iniciadas.


De acordo com o defensor público Mauricio Moitinho, a solução encontrada pela Defensoria Pública foi pleitear administrativa celebração de termo acordo de cooperação, nos moldes regulados pela Lei 13.019/2014, a Lei das Organizações da Sociedade Civil, que em seu artigo 30 permite a realização de contrato de comodato de bem público sem a realização de chamada pública para outras entidades interessadas.


“Entendemos que o Coletivo de Mulheres estaria enquadrado nestas artigo pois: há risco de paralisação de atividades, já que o Coletivo de Mulheres poderá deixar de funcionar e quiçá de existir; o Coletivo de Mulheres atende mulheres ameaçadas de morte ou violentadas no âmbito familiar, e as encaminha aos demais órgãos da rede de atenção à mulher; o Coletivo de mulheres é organização da sociedade civil que exerce atividades de assistência social, já estando cadastrado e fiscalizado Conselho Municipal de Assistência Social e no Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher”, acrescentou Mauricio Moitinho.


Como próximo passo, a Defensoria Pública aguarda marcação de reunião com o prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins Filho, a Procuradoria Geral do Município, além das secretarias municipais de Administração, Planejamento e de Prevenção à Violência.

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