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Festival na Austrália,

Wagner Moura revela ter medo de voltar ao Brasil

Moura é diretor da cinebiografia Marighella, sobre guerrilheiro que combateu a ditadura


10/06/2019 às 06:27h

Wagner Moura revela ter medo de voltar ao Brasil
Crédito: Reprodução/Jornal de Brasília

Ator e diretor de cinema, Wagner Moura declarou em entrevista ao The Daily Telegraph que tem receio de retornar para o Brasil. O artista está na Austrália, no papel de jurado do Festival de Cinema de Sydney.

 

O comentário foi motivado por questões ligadas ao filme de estreia do ator de Narcos como diretor: Marighella, exibido no festival, depois de ter sido lançado na 69ª edição do Festival de Berlim (Alemanha), em fevereiro. “Pela primeira vez na vida, senti que poderia estar em perigo”, disse Moura.

 

Marighella trata da história do guerrilheiro que lutou contra a ditadura militar no Brasil estabelecida entre 1964 e 1985. No material de divulgação relacionado ao longa, a assessoria australiana reforça o paralelo entre a situação da época e traça objetivamente um contexto próximo ao momento do Brasil. “Implacavelmente (Marighella) é perseguido como inimigo número um do governo”, explica parte do texto que apresenta o filme.

 

“Eu estava preparado para o filme polarizar espectadores e críticos, mas não estava preparado para que nossos distribuidores não tivessem coragem de lançar o filme”, afirmou Moura. O material publicado assegura que o longa “não será distribuído” no Brasil. Moura cita lampejos no andamento do foco da cultura no Brasil, com a posse do presidente Jair Bolsonaro que já criticou o filme, ainda que não tenha sido visto no Brasil.

 

A óbvia associação com o momento atual teria o poder de afugentar distribuidores como o ator explica. Na entrevista, Wagner alerta para o perigo de segurança, “em meio às tensões políticas”. Ainda assim, conta que, em breve, estará no Brasil, mesmo, em meio, a cenário “de partir o coração”.

 

“Quando vou ao Rio de Janeiro ou a São Paulo, tenho que ter cuidado”, sublinhou. Entre o material publicado pelo Festival de Sydney, há ênfase para um paralelo: “Com sequências de ação estimulantes, esse empolgante filme histórico (Marighella) tem poderosa ressonância no presente, no Brasil e além”.

FONTE: Com informações do Correio Braziliense
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