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Divulgada apuração de litígio de vereador e empresário

O vereador José Carneiro Rocha (PSDB), presidente da Câmara, saiu em defesa de Luiz da Feira


20/06/2019 às 12:03h

Divulgada apuração de litígio de vereador e empresário
Crédito: Alan Santos

Na última quarta-feira (19), o relatório dos depoimentos do empresário Elias Tergilene, presidente do Grupo Uai, que é responsável pela construção do Shopping Popular, e do vereador Luiz da Feira (PPL), que levantaram acusações um contra o outro acerca de comercialização de boxes, foi apresentado pela Corregedora da Câmara Municipal de Feira de Santana, na Tribuna da Casa.


De acordo com a Corregedora da Casa, vereadora Gerusa Sampaio (DEM), após apresentar o relatório na Tribuna, em entrevista à nossa equipe de reportagem, deu o parecer da Corregedoria acerca da conclusão do caso. Ela chegou a relatar parte do que ambos disseram nas suas explicações. “Elias, apesar de não ter provas materiais, diz que o vereador solicitou 250 boxes para pessoas que não estavam cadastradas pela prefeitura. Já o vereador reafirma que esteve com o empresário e quis informações sobre a obra, como da licitação, mas também sem provas materiais. Por isso, solicitei, como Corregedora, o arquivamento do processo na Casa, mas se os dois entenderam que devem avançar, sugerimos que partam para o Ministério Público”, disse.


Presidente do legislativo feirense, o vereador José Carneiro Rocha (PSDB) saiu em defesa de Luiz da Feira. Segundo ele, Tergilene foi criminoso quando acusou o edil de ter tentado extorqui-lo no seu escritório, em São Paulo. Ele comentou sobre o depoimento do empresário à Corregedoria. “O empresário fez o depoimento na Corregedoria, e lá, não apresentou uma prova material contra o vereador Luiz da Feira. Não posso me calar porque um falastrão de nome Elias recebeu uma visita de um vereador no seu escritório, em São Paulo, para informar que há mais de 250 camelôs fora da relação, sem cadastro, e aí ele, o Elias transformar essa visita numa possível extorsão, é um ato desprezível. No seu depoimento, disse que o vereador foi fazer uma visita, reivindicar 250 boxes sem levar a relação dos camelôs que estão fora da relação dos 1800 boxes disponíveis, já minimizou. Esse empresário cometeu um crime, difamou a imagem do vereador. Agora foi com Luiz, no futuro pode ser com outro!”, exclamou.


Zé Carneiro citou, ainda, o contrato firmado entre a prefeitura e a empresa gerenciadora da obra. O presidente lembrou, “no discurso feito por Zé Filé (PROS), que denunciou no pronunciamento que as lojas âncoras seriam transformadas em mais boxes, eu até me contrapus ao colega pedindo que apresentasse provas”, Zé Filé estava certo, “digo que convidarei o secretário Antônio Carlos Borges Junior a uma audiência pública na Câmara para tratar do assunto. Pelo que eu sei, o contrato é de 1800 boxes e mais 30 lojas âncoras, estamos sabendo agora que a empresa está substituindo esse último espaço transformando em mais 1200 boxes, para livre comercialização como denunciou o vereador Zé Filé, que estava certo e eu achei que não. O município está sendo conivente com isso? Elias Tergilene tem esse poder?”. Ele informou que está solicitando que seja convocado o secretário Municipal de Turismo, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, para uma audiência que trate desse assunto. Caso a comissão responsável por isso não tome essa atitude, eu, na condição de vereador, farei um requerimento e trarei o secretário”, assegurou.

 

O chefe do legislativo continuou o seu pronunciamento dizendo que o que foi feito por Elias Tergilene não pode ser tratado como natural e pediu que Luiz da Feira processe o empresário. “Não podemos deixar isso acontecer naturalmente, porque já colocamos assistência judicial para Luiz da Feira processar o empresário por danos morais. Ele tem que provar a tentativa de extorsão do vereador. Ele disse, ainda, que ia ao Ministério Público. Mas, fazer o quê? Se autocondenar de que está, talvez, invadindo uma área pública no Centro de Abastecimento, que não é dele e, sim, do povo, e que ele se comprometeu em construir 30 lojas âncoras mas está trazendo 1200 boxes?”, questionou.


José Carneiro finalizou a sua fala afirmando que a Câmara Municipal de Feira de Santana, após a futura audiência pública, irá até o Ministério Público para pedir providências sobre o empresário Elias. Ele ainda depositou a sua confiança no trabalho de Borges Junior. “A Câmara que deve ir ao Ministério Público informar que esse senhor está vindo a Feira usar o solo do município em benefício próprio. Gostaria de deixar claro que confio plenamente na seriedade, na honestidade do secretário, que é respeitado na cidade, secretário por diversas vezes, ao qual ninguém nunca levantou a voz para difamar, e acredito que ele virá à Câmara para tomar todas as medidas necessárias”, disse.


Envolvido no caso desde o início, Luiz da Feira também se pronunciou após o relatório ter sido apresentado pela Corregedora Gerusa. Segundo Luiz, as medidas cabíveis sobre o empresário já estão sendo tomadas. “Vou procurar os meus direitos e já dei entrada na justiça. O empresário quis sujar a minha imagem perante os camelôs e a população de Feira. Mostrei a verdade, quando afirmei que o Shopping Popular estava sendo vendido pelo Elias e o povo está vendo, agora, o que aconteceu, apesar dele ter dado várias entrevistas desmentindo. Ele, agora, terá que provar que eu pedi pontos para comercializar”, exclamou.


A defesa do presidente José Carneiro e de outros vereadores também foi repercutida no discurso de Luiz da Feira. Além disso, o edil lembrou dos objetivos que teve ao ir até o escritório de Elias, em São Paulo. “Os meus colegas confiam em mim. Luiz da Feira é um guerreiro, lutador, jamais decepcionaria os meus colegas vereadores e os meus camelôs. Fui eleito por camelôs, taxistas, mototaxistas, comerciantes e devo mostrar o meu caráter à nossa população. Eu estive em São Paulo para buscar informações e passar para os camelôs, pois sou fiscalizador do município. Pedi informações e transparência sobre a construção e não chegou até a mim, então, fui até São Paulo, no seu escritório, para buscar informações, mas para pedir boxes não”, reafirmou.


Já o vereador Zé Filé (PROS), que foi o primeiro a denunciar que as lojas âncoras seriam transformadas em boxes, teceu duras críticas ao secretário de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Antônio Carlos Borges Junior. “Eu busco a verdade, o esclarecimento dos fatos. São 1.802 camelôs cadastrados e com direito aos boxes. Primeiro foi divulgado que seriam 30 lojas para serem comercializadas, depois 300 lojas, agora se tornou 5 mil metros. Se fosse dividido estes 5 mil metros, dariam mais 1.200 boxes”, disse.


O parlamentar lembrou que quando foi apresentado um requerimento pedindo que uma maquete do projeto do Shopping Popular fosse levada à Câmara, ele não foi aprovado e afirmou que durante a visita de uma comissão de vereadores as obras do empreendimento, o secretário Borges Junior garantiu que seriam apenas 30 lojas âncoras. “O secretário ou é um mentiroso ou não tinha conhecimento do projeto”, afirmou. “Vai ser um Shopping de rico. O pobre que estiver lá vai ter de sair. A taxa cobrada será tão alta, que o pobre não vai conseguir pagar”, concluiu.

FONTE: Da Redação
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