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Pesquisa diminui custos para produção do hidromel

A patente do produto já está sendo gerada juntamente com o Núcleo de Inovação Tecnológica da UEFS (NIT)


09/12/2019 às 10:16h

Pesquisa diminui custos para produção do hidromel
Crédito: Reprodução

O desenvolvimento de produtos à base de mel é uma importante alternativa para o escoamento da produção e ao mesmo tempo uma interessante forma de agregar valor ao produto. A partir de experiências realizada em laboratório, uma estudante da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), está patenteando uma bebida produzida com hidromel, com menores custos e menor tempo de produção.


Sob as orientações dos professores, Dr. Ernesto Acosta Martínez e Dra. Sílvia Maria Almeida de Souza, a mestranda do Programa de Pós-graduação em Biotecnologia, Hevelynn Franco, analisou possíveis leveduras que otimizassem a fabricação da bebida, em barril de carvalho europeu, durante 90 dias.


“A minha ideia era de desenvolver um produto na área de fermentação que eu pudesse otimizar o processo. Resolvi trabalhar com hidromel, primeira bebida fermentada que o homem conseguiu desenvolver, mas antiga que o vinho e a cerveja. Apesar da baixa produção aqui no Brasil, por ser um processo trabalhoso e caro, a bebida pode ser encontrada no país, entre R$ 70 a R$ 200”, disse.


Segundo a mestranda, a patente do produto já está sendo gerada juntamente com o Núcleo de Inovação Tecnológica da UEFS (NIT). O resultado da pesquisa foi à obtenção de três novos produtos no mercado. “Em novembro realizamos uma análise sensorial e o que melhor agradou os consumidores foi o hidromel tradicional (sem frutas), com 5% de álcool. As outras bebidas foram: o hidromel maturado, com 16% de álcool e o hidromel com maracujá, com 14% de álcool”, ressaltou.


“Como não estamos acostumados com bebidas fortes, 98% das pessoas optaram pelo tradicional. A legislação brasileira não permite a utilização de frutas na produção do hidromel, por isso, a bebida que gerou a patente foi essa”, completou.


“Para a indústria, tempo é dinheiro. Com a pesquisa, realizada em 19 meses, eu consegui produzir o hidromel mais barato, em menor tempo, através de diversos testes realizados. O Brasil ganha muito com isso porque é uma inovação e com um valor mais acessível”, ressaltou Hevelynn Franco.


Hidromel e frutas


De acordo com a mestranda, durante a pesquisa, em uma das amostras foi-se utilizado o maracujá. “Eu também resolvi trabalhar com o maracujá amarelo, por ser a fruta mais consumida aqui no Brasil e por sermos os maiores produtores. Normalmente, as pessoas só utilizam a polpa do maracujá e nesse produto eu também utilizei a casca e a semente”, completou.


De acordo com o Dr. Ernesto Martínez o projeto trás impactos econômicos, sociais e ambientais. “A pesquisa gera dois tipos primários de impacto econômico: O primeiro se refere à agregação de valor às frutas e o mel abundantes na região, na otimização de toda a cadeia produtiva e na melhoria da qualidade do produto, realimentando o poder econômico das pessoas. Além da tecnologia de produção do hidromel e da formação de recursos humanos este trabalho fornece resultados de grande importância que contribuirão para aumentar a renda dos agricultores e apicultores facilitando a inclusão no mercado de um novo produto, o hidromel, com alto valor agregado”, disse.


“No que se refere ao impacto social, cita-se aqui, além do que já foi dito em relação à redução da pobreza no semiárido, à formação de mão de obra mais qualificada para o estado da Bahia e a sua consequente inclusão social dada pela melhor remuneração oriunda dessa qualificação. Formando assim, cidadãos capazes de ter acesso a serviços e produtos de lazer e cultura gerando, por conseguinte pessoas, pelo menos em teoria, mais justas e sábias a ponto de serem pacíficas e de quererem sempre melhorar a sociedade ao passo em que se aprimoram”, completou.


“E sobre o impacto ambiental, as frutas do semiárido baiano apresentam grande potencial para aproveitamento industrial, no entanto elas são altamente perecíveis, com período de comercialização limitado. Ao se considerar os dados em relação à produção anual de frutas pode-se ter uma ideia da grande quantidade (30%) que pode ser perdida anualmente. Esses resíduos acabam gerando um impacto ambiental muito grande poluindo lençóis freáticos, solo ou mesmo a atmosfera. Entretanto, será possível a obtenção de derivados e tornar essa cadeia produtiva mais ambientalmente sustentável”, ressaltou o professor.

FONTE: Da Redação
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