Vereador Ivamberg volta a defender tarifa zero no transporte de Feira de Santana e critica novo reajuste
O parlamentar comparou ainda o valor atual da tarifa de Feira com a praticada em grandes capitais, a exemplo do Rio de Janeiro.
O vereador Ivamberg Lima (PT) voltou a defender nesta quarta-feira (5) a aprovação da Tarifa Zero para o transporte público de Feira de Santana e criticou duramente o reajuste aplicado em janeiro, por ser algo que vai na contramão do que é praticado em diversos municípios do Brasil.
Apesar das inúmeras reclamações sobre a qualidade do serviço, a tarifa do transporte público de Feira de Santana sofreu um novo reajuste no dia 13 de janeiro deste ano. O percentual aplicado foi de 4,85%, e o valor da passagem de ônibus que antes custava R$ 5,15 agora é de R$ 5,40 para os usuários que têm o Cartão Social ou Via Feira. Já quem opta por pagar em dinheiro, o valor saiu de R$ 5,50 para R$ 5,90. Os moradores dos distritos Bonfim de Feira, Tiquaruçu e Jaguara, no entanto, têm que desembolsar R$ 6,60.
"A tarifa zero não é algo impossível, se houver subsídios do governo federal, estados e municípios. Mais de 70 municípios já possuem a tarifa zero. Mas para isso acontecer, precisa haver o querer político do poder municipal, porque o estado não pode agir sem autorização de quem comanda o município", afirmou.
O parlamentar comparou ainda o valor atual da tarifa de Feira com a praticada em grandes capitais, a exemplo do Rio de Janeiro, que teve um reajuste no início deste ano de R$ 0,30, passando de R$ 4,70, para R$ 5, válido para os transportes municipais — ônibus, VLTs, BRTs, "cabritinhos" e vans.
"O que a gente vê é que Feira de Santana tem distâncias curtas, comparadas com as do Rio de Janeiro, e aqui está mais alto o valor. Lá tem BRT, VLT, transporte de qualidade, integração com o metrô, e em Feira não existe nada disso. Quando falamos da zona rural é pior ainda: são ônibus quebrando, colocando a vida das pessoas em risco e as pessoas chegando atrasadas em seus trabalhos."
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Outras denúncias, segundo Ivamberg, se referem às irregularidades praticadas pelas vans do transporte complementar e exigências feitas pelo município aos usuários com deficiência e seus acompanhantes.
"As vans estão cobrando passagens de idosos, não respeitam a meia-passagem dos estudantes. E um fato grave que aconteceu desde o final do ano passado é que para os deficientes que têm o passe, eles fixaram o acompanhante, ou seja, se o usuário que tem deficiência tiver um acompanhante que em determinado não puder sair com ele, ficará sem sair, pois tem que ser uma pessoa fixa e antes não era assim. Antes você tinha o passe do acompanhante, que podia ser qualquer pessoa. Agora tem que cadastrar e não pode passar se não for com o acompanhamento fixo. Isso é absurdo e inconstitucional", denunciou.
O vereador conclamou ainda os demais parlamentares a denunciarem os problemas do transporte público da cidade, independente do partido político ao qual pertencem.
"Não podemos ficar calados, pois os vereadores são os fiscalizadores que representam o povo. E os usuários que estão sofrendo para pagar uma tarifa de R$ 6,60 nos distritos votaram na maioria dos vereadores aqui. Os parlamentares não falam nada porque são da situação? Não pode isso, quem vota na gente é o povo."
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