Respostas do deputado estadual Ângelo Almeida (PSB)

Em Busca da RazãoFeira de Santana

Respostas do deputado estadual Ângelo Almeida (PSB)

EDITORIAL DA SEMANA

Qual a sua visão sobre o governo do prefeito Colbert Martins?

Considero que o prefeito Colbert Martins tem enfrentado muitas dificuldades. Eu o reconheço como um cidadão sério, responsável, mas que governa uma cidade onde existe uma máquina e, nas suas entranhas, há um arsenal de vícios, políticas e politicagens.

Fica difícil trabalhar, controlar uma estrutura de gestão pública, onde os que estão dentro dela são servidores que, muitas vezes, têm medo de desagradar o "chefe", que é José Ronaldo de Carvalho. Isso traz para Colbert muitos problemas que, inclusive, contaminam o andamento com Câmara Municipal de Feira, dificultando o bom termo em benefício da cidade, que é o mais importante.  Eu espero que Colbert consiga contornar esses problemas e governar para que o povo de Feira de Santana tenha uma gestão pública que atenda as suas demandas. 

Feira é uma cidade com periferia muito pobre, a educação do município não responde e a saúde é um canal de drenagem direto para o Hospital Geral Clériston Andrade. Esperamos e torcemos muito para que ainda haja tempo para o prefeito Colbert fazer ajustes e colocar a cidade no rumo do desenvolvimento, geração de emprego e melhorias dos níveis da educação e saúde.

O que Feira precisa para avançar/ crescer mais?

O poder público precisa, em uma cidade com a potência de Feira de Santana, caminhar no sentido de organizar diversos seguimentos e que essa organização seja baseada na escuta dos setores. É fundamental compreender o que aconteceu com a cidade, quando a forte expansão urbana nos governos (dos ex-presidentes) Lula e Dilma geraram mais de 26 mil unidades habitacionais e uma nova forma de convivência. 

É preciso ter foco nas pessoas que foram morar nas unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida e estão largadas a própria sorte. Elas precisam de cuidado com a saúde, educação, pois o que tem sido feito não é suficiente para atender a essa grande expansão. A cidade anda por si só no serviço, setores empresariais, mas o poder público precisa também fazer a sua parte. 

Com um orçamento de R$ 1,5 bilhão não é possível que não se possa, por exemplo, organizar feiras em bairros com rotatividade bem planejada e estrutura a disposição. Para Feira entrar no novo eixo de desenvolvimento sustentável é preciso o povo se alertar que a mudança, quando é feita com boas propostas e responsabilidade, pode ser saudável para o conjunto da sociedade.

 

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Quinta, 11 Agosto 2022

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