Ponto e Vírgula 07/01/2026

Ponto e Vírgula 07/01/2026

Sobe - Feira de Santana, que com mais de 3 mil novas empresa se mantém no topo da economia do interior do Nordeste brasileiro 

Desce - O deputado federal Nikolas Ferreira, que com recentes publicações em redes sociais foi de encontro à soberania brasileira 

Prazo

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que a chapa governista para as eleições estaduais de 2026 ainda não está definida e disse que trabalha com o mês de março como limite para a construção de um consenso entre os partidos aliados. Caso não haja acordo, ele admite que a decisão poderá ser tomada de forma direta pela liderança do grupo. "Se nós já tivéssemos chegado a um consenso, seria inclusive melhor, porque a gente já estaria com a chapa na rua", afirmou Jerônimo em entrevista à rádio Metrópole, ontem (6). Segundo ele, a indefinição não atinge as candidaturas proporcionais, que envolvem deputados federais e estaduais, mas se concentra sobretudo na chapa majoritária.De acordo com o governador, a montagem das chapas proporcionais ocorre sem crise, a partir da negociação entre os partidos da base. "Essa não tem crise, é organizando os partidos, vai se somando, vai vendo qual partido tem mais chances", disse. Jerônimo 

Dificuldade

A maior dificuldade, segundo o governador, está na definição das candidaturas ao Senado. Atualmente, três nomes aparecem como opções no campo governista: os senadores Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (PSD), além do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT). "Os dois querem concorrer, é legítimo, mas é também legítimo o Rui dizer: eu quero colocar meu nome. Qual é a ilegitimidade disso? Nenhuma", afirmou. Jerônimo rejeitou o argumento de que haveria um debate interno marcado por critérios partidários rígidos ou pela ideia de "sangue puro". "Qual é a chapa mais competitiva? Esse vai ser o critério da minha decisão, se assim precisar", disse. Para o governador, a escolha deve considerar não apenas o equilíbrio entre partidos, mas também o impacto eleitoral do conjunto da chapa, especialmente na disputa pela reeleição do presidente Lula (PT) e no fortalecimento da bancada federal. 

Vice

Jerônimo também comentou a indefinição em torno da vaga de vice-governador. Ele elogiou o atual vice, Geraldo Júnior (MDB), a quem classificou como parceiro leal e figura importante na vitória de 2022. "Se não precisar mudar, é chave ideal", afirmou. Ainda assim, admitiu que o tema também será discutido no contexto mais amplo da formação da chapa. Segundo o governador, o processo levará em conta a necessidade de manter o equilíbrio entre os partidos da base aliada. "Você não pode levar tudo. Os partidos que estão no nosso campo precisam também", disse, citando legendas como PV, Podemos, Solidariedade e PSB. Para Jerônimo, decisões unilaterais tendem a cobrar preço político. "Na política, decidir sozinho, na calada da noite, não serve. A conta vem", concluiu. 

Divergência

A confirmação da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto ainda repercute em solo baiano. Suposto herdeiro do espólio eleitoral do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — preso desde 2025 — , o nome de Flávio reabriu o debate sobre a condução da direita em 2026. A indefinição sobre um nome de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também divide dois aliados na Bahia: o prefeito de Salvador Bruno Reis (União) e o ex-prefeito da capital ACM Neto (União). Em conversas reservadas com aliados, Bruno e Neto têm sinalizado avaliações sobre a continuidade de Flávio na disputa, o que também traria uma mudança da estratégia do grupo, na Bahia. Para ACM Neto, a confirmação do nome de Flávio seria "martelo batido", não dando margem para um retorno do senador em retirar seu nome da disputa presidencial. Já para o prefeito Bruno Reis, o cenário seria distinto. O gestor estaria pregando mais "cautela" com o movimento. Na percepção de Reis, o foco de Flávio seria na liberdade do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o que, de certa forma, dificultaria a candidatura. Para além disso, com esse foco e percebendo que a única viabilidade para uma alteração de panorama sobre a prisão de Bolsonaro ser uma vitória da oposição, em 2026, Flávio ficaria "emparedado" por outra candidatura. 

Tendência

Em um encontro recente em Porto Seguro, que contou com as principais lideranças da oposição na Bahia, além do presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, o tema foi debatido. O líder nacional do PL confirmou que Flávio Bolsonaro deve manter sua candidatura para as eleições presidenciais de 2026 e, na Bahia, o grupo vinculado ao ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser unir em torno da candidatura do ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto.No evento, inclusive, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), cravou sua candidatura ao governo da Bahia e ainda se colocou contrário a Lula em qualquer cenário no segundo turno. Questionado sobre um eventual embate presidencial entre Lula — que pode disputar um quarto mandato — e um nome da oposição, como Flávio Bolsonaro (PL) ou outro representante da direita, Neto foi direto. "Ficarei contra o PT", confirma ACM Neto. 

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Quinta, 08 Janeiro 2026

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