MP do RJ pede prisão preventiva de ex-CEO da Hurb por descumprir de medidas cautelares
João Ricardo Mendes foi preso no Ceará portando documento falso
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Promotoria de Justiça junto à 32ª Vara Criminal da Capital, requereu a prisão preventiva de João Ricardo Mendes, ex-CEO da agência de viagens Hurb, pelo descumprimento de medidas cautelares impostas pela Justiça. Ele foi preso na última segunda-feira (05), no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, portando documento falso e com a tornozeleira eletrônica descarregada.
As medidas cautelares impostas a João Ricardo decorrem de sua prisão em flagrante após o furto de obras de arte e outros objetos de um hotel e de um escritório de arquitetura. O empresário foi denunciado pelo MPRJ em maio de 2025 pelos crimes de furto qualificado e adulteração de identificação de veículo, ocasião em que a Promotoria se manifestou pela manutenção da prisão.
Após um período em prisão preventiva, a custódia do réu foi substituída por medidas cautelares, entre elas a monitoração eletrônica, a proibição de se ausentar da cidade sem prévia autorização judicial e a obrigação de apresentar relatórios médicos mensais no processo.
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Nesta terça-feira (06), ao requerer a prisão preventiva, a Promotoria destacou que o ocorrido no Ceará e a ausência de juntada de relatório médico desde setembro demonstram que o réu vem descumprindo reiteradamente as medidas cautelares, em evidente desrespeito às determinações judiciais.
CrimesO ex-CEO é acusado de furtar uma obra de arte e três esculturas do Hotel Hyatt, na Praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O crime foi praticado no dia 25 de abril de 2025.
Em um dos casos, o empresário se passou por entregador de aplicativo para ter acesso ao local da peça. Em seguida, a colocou dentro de uma bolsa de entregas. No mesmo dia, ele fingiu ser eletricista e furtou quadros, uma mesa digitalizadora, duas carteiras com dinheiro, entre outros itens de um escritório de arquitetura.
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