APLB Feira propõe que compra da merenda escolar seja descentralizada

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APLB Feira propõe que compra da merenda escolar seja descentralizada

Descentralização beneficiará também adequação do cardápio 

Crédito: Divulgação
A diretoria do Sindicato dos Professores e funcionários da Educação do Estado da Bahia (APLB), de Feira de Santana, realizou na segunda-feira (22), debate sobre a descentralização da merenda escolar da rede municipal de ensino no município.

A presidente do Sindicato, Marlede Oliveira diz que estão convocando vários seguimentos como: Conselho Municipal de Educação, Conselho de Alimentação, a Câmara Municipal, diretores de escolas e pais de alunos, para discutir a questão da compra da merenda escolar em Feira de Santana. "Tem dinheiro e não tem merenda na escola. Nós detectamos que existe um caixa de R$ 4 milhões e isso foi comprovado. A entrega está toda errada, itens separados uns dos outros. Uma semana entrega frango, na outra o biscoito, já na outra o tempero. Esse processo de merenda centralizada, que é onde o governo compra e distribui, é todo errado. Nós buscamos descentralizar porque o dinheiro vai direto para escola (como acontece na rede estadual) e a direção da escola vai comprar tudo que é necessário", explica.

A sindicalista reclama principalmente da falta de merenda e ressalta que em 2020 o recurso foi disponibilizado, mas não houve compra da merenda porque as aulas estavam suspensas por causa da pandemia. "Deram cesta na véspera da eleição! Em 2021 também não teve merenda e esse ano está faltando. O que justifica ter dinheiro e não ter merenda? Isso é um absurdo! É importante que a gente reveja tudo. Queremos garantir crianças alimentadas, porque sem isso, não tem condições de aprender, não tem como se manter na escola, muitas famílias estão passando necessidade e a merenda é importante. Nossa luta é essa: Melhorar a educação, porque não é só luta por salário de trabalhador. Educação tem que ter qualidade", argumenta Marlede.

Ivamberg Lima, vereador e integrante da Comissão de Educação, que também esteve presente ao encontro, declara que a dissociação é um propósito da própria comissão. "Nós já tratamos isso com a Secretária (de Educação) Anaci Paim, e discutimos alguns pontos. Primeiro: Não tem mais como manter pagamentos com depósitos de merenda escolar aqui, em Feira de Santana, uma cidade da proporção que é. A segunda maior cidade da Bahia, tem mais de um milhão e meio de recurso para merenda escolar e, gasta dinheiro com aluguel de depósito, do carro que transporta, com o pessoal. Hoje não cabe mais isso! A compra precisa ser direta como acontece no estado", defende.

ADEQUAÇÃO

Ivamberg destaca ainda que, além de economia, a descentralização beneficiará também a adequação do cardápio de cada unidade escolar. "Se estão ali na zona rural, numa escola quilombola, por exemplo, vamos comprar os insumos na mão do produtor rural dali". A secretaria compra caminhões e caminhões (de outro estado), traz para um depósito e deixa armazenado até a distribuição. A logística é imensa! São 209 escolas da rede. Se descentralizar, não terá mais o gasto de armazenamento e distribuição. O próprio fornecedor pode entregar na escola, através de uma programação de entrega".

O vereador alega que tem como fazer a distribuição de uma forma que fique bom para escola e para o aluno. Diz também que não podem deixar escolas sem merenda porque não houve logística de entrega.

Quem também apoia as mudanças é Arivaldo Vieira, diretor do Rotary Clube de Feira de Santana e integrante do Conselho de alimentação escolar. Ele acompanhou a reunião e se mostrou favorável a dissociar o processo de compra da merenda. "Já recebemos pais de alunos preocupados com a falta de merenda e essa distribuição nas escolas. O processo precisa ser revitalizado para que as crianças não fiquem sem alimentação e, uma das propostas apresentadas pelo conselho é, justamente essa descentralização ", conta.

Vieira afirma que a proposta é fazer com que o recurso chegue até a unidade escolar e que os gestores façam a compra, já que toda escola já tem a unidade executora. "Já tem as contas dentro da unidade escolar, tudo detalhado. Agora, existe aí um protocolo, que é exatamente da prefeitura, onde vão analisar tudo direitinho para que possam modificar a forma, e não haja tantos problemas na distribuição dos alimentos. Acho fundamental!". 

 

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