Após ocuparem sede da Seduc, professores da rede municipal ameaçam greve

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Após ocuparem sede da Seduc, professores da rede municipal ameaçam greve

Segundo a dirigente sindical da APLB, a perda salarial dos professores hoje chega até a 60%. 

Foto: Ascom/ APLB
Professores da Rede Municipal de Feira de Santana ocuparam, na manhã desta terça-feira (24), a sede da Secretaria de Educação. A categoria paralisou as atividades, para pressionar o governo a cumprir a pauta de reivindicações dos trabalhadores.

De acordo com a presidente da entidade, Marlede Oliveira, diante da falta de diálogo com o governo municipal, a categoria irá realizar na próxima quinta-feira (26), uma nova assembleia já com o indicativo de greve.

"Nós aguardamos o secretário de Educação, Pablo Roberto, mas ele não compareceu. Apenas informou que irá marcar uma audiência. O sentido da nossa vida aqui é para cobrar respostas à nossa pauta de 14 itens, que foi discutida com o Judiciário e homologada desde o dia 18 de agosto, como também já foi homologada pelo Tribunal de Justiça da Bahia. No entanto, apenas um item, concretamente, foi cumprido pelo governo, que foi a alteração de carga horária dos professores. Neste sentido, é importante salientar que queremos a resposta para os outros itens. Entre eles o mais importante é o cumprimento da nossa tabela salarial", afirmou Marlede Oliveira.

Foto: Ascom/ APLB

Segundo a dirigente sindical, a perda salarial dos professores hoje chega até a 60%.

"No ano passado, Feira de Santana recebeu mais de R$ 500 milhões dos recursos do Fundeb, mas o município paga o pior salário da região, comparado com cidades como Santa Bárbara, Coração de Maria, Santo Estevão, e outros municípios vizinhos, que têm uma receita menor. Além disso, aqui em Feira faltam professores, auxiliares e a educação é privatizada", denunciou.

Marlede afirmou que a assembleia ocorrerá, às 9h, na sede da APLB Sindicato, quando a categoria irá definir os rumos da mobilização.

"Vamos paralisar as atividades para dizer ao prefeito e a Pablo que a categoria precisa ser respeita e valorizada, e isso começa pelo salário. Temos piso garantido por lei, no entanto o governo municipal faz os acordos, assina e não cumpre."

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