Do impresso as redes: a força do digital e a mudança no perfil de leitor

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Do impresso as redes: a força do digital e a mudança no perfil de leitor

A velocidade da rotina diária e a necessidade de se informar impactam na forma do consumo da notícia

Crédito: Divulgação
A tecnologia é fator determinante na reinvenção e continuidade de diversos setores econômicos, como na comunicação. Sem dúvidas, há muita tecnologia neste jornal que chega em suas mãos ou que você neste momento acessa através da internet. A campanha de 25 anos do jornal FOLHA DO ESTADO tem como tema "O jornal se modernizou! Ainda bem. Hoje é muito maior!". E grande parte desta modernização tem a contribuição do trabalho realizado em plataformas digitais, estas também mergulhadas em atualizações constantes.

O que nasceu em 1996 como jornal impresso ganha a internet como um portal de notícias, gratuito, ultrapassando as fronteiras da maior cidade do interior baiano. Novamente, entra tecnologia e inovação. As redes sociais transformaram e potencializaram a forma de comunicar do FOLHA DO ESTADO. Atualmente, um universo próximo de 178 mil seguidores acompanha o jornal diário nas diversas redes sociais (Instagram, Facebook, Twitter e Youtube) e nas iniciativas do grupo, que também possui parceria com uma Rádio e uma TV web.

Segundo o coordenador do curso de Sistemas de Informação da UniFTC, o professor mestre Fabrício Pereira de Oliveira, a informação acontece e é entregue muito rápida nos meios digitais e com a popularização das redes sociais, o consumo é ampliado, no qual ganha força o jornalismo do FOLHA DO ESTADO, indo além do alcance registrado pela tiragem da versão impressa. "As redes sociais promovem uma circulação de informação cada vez mais rápida. O jornalismo hoje tem um papel importante dentro das redes sociais que é fazer com que chegue a informação. As pessoas costumam utilizar as redes sociais para seguir os canais de comunicação, os jornais, os perfis desses jornais, para consumir uma informação verídica", comentou o especialista.

Um exemplo de como a velocidade da rotina diária e a necessidade de se informar impactam na forma do consumo da notícia é que em um questionário aplicado com seguidores do FOLHA DO ESTADO em uma das redes sociais do grupo, o Instagram, mensurou que a maioria consome informação através destas plataformas. Como é o caso de Lilia Campos. "Prefiro redes sociais e sites. Não assisto TV e leio pouco jornal". O mesmo motivo apontado por Camila Almeida. "Devido ao meu dia a dia corrido, fica mais viável as redes sociais", comentou.

Até na própria produção do jornal que você, leitor, tem acesso todo dia, seja pelo impresso ou pelo portal de notícias, o uso das redes sociais se estabelece como ferramenta importante. "A rede social traz a proximidade que a gente não tinha. Hoje encurta distâncias, permite checagem das informações preliminares e amplia as fontes", disse a doutora em Comunicação e professora da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), Fernanda Vasques Ferreira.

Fazer jornalismo e atrair um universo de quase 200 mil pessoas requer conhecer as diferenças de público. O tradicional jornal impresso teve que rejuvenescer a forma como comunica e entrega conteúdo para o público. Uma análise dos dados das redes sociais do FOLHA DO ESTADO mostra a importância de entender o público. 34% das pessoas conectadas às redes sociais do periódico nasceram junto com o jornal, e por que não, com o advento da internet? Eles possuem entre 25 a 34 anos. Uma geração anterior, entre 45 a 54 anos, são 13% dos seguidores. "Há um consumo mais apressado das informações, uma atualização constante, tem o aspecto da aceleração deste consumo, o incremento da linguagem, com a necessidade de trabalhar multiplataformas. As redes sociais digitais trazem esta perspectiva, muitas vezes do consumo fragmentado", analisou Ferreira.

E é entre um estudo e outro, que o leitor do FOLHA DO ESTADO, Eduardo Martins, reage, comenta e se informa pelas redes sociais do diário. "Devido às mudanças tecnológicas, a internet está acessível em um aparelho celular. Fico no computador estudando e celular e computador são os caminhos mais modernos e práticos", comentou.

Fabricio Oliveira vai além na análise do comportamento do público consumidor de notícias através das redes sociais. "O leitor da rede social está navegando e se ele não encontra uma chamada que chame a atenção dele, ele não para. Se for cansativo, longo demais, ele para na metade do texto. É um leitor diferente de alguém que consome informação pelo jornal impresso", comentou o especialista.

Ambos concordam que essas plataformas digitais aproximam o público do consumo de informação, a mola propulsora de qualquer meio de comunicação, mas alertam aos riscos na produção da notícia e também no reconhecimento de fontes confiáveis de informação. "As plataformas digitais criam um vínculo com o público. É possível que as pessoas possam se aproximar mais do consumo de informações, mas ao mesmo tempo que as plataformas digitais apresentam esta facilidade, a gente tem que pensar nos impactos desta facilidade sob uma perspectiva mais complexa. As pessoas têm mais acesso, mas qual é a qualidade deste acesso, deste tipo de informação?", questiona Ferreira.

"A área jornalística sempre teve um trabalho minucioso de comprovar os fatos para que a informação possa chegar de forma íntegra aos leitores", concluiu. Este foi, é e continuará sendo a prioridade do Folha do Estado. 

 

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Sexta, 30 Setembro 2022

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