Vamos pensar um pouco: O que vamos ler nestas páginas nos próximos 25 anos?

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Vamos pensar um pouco: O que vamos ler nestas páginas nos próximos 25 anos?

O maior do interior do baiano, o que poderia estampar as páginas do diário nos próximos 25 anos?

Crédito: Divulgação
Nas páginas do jornal FOLHA DO ESTADO DA BAHIA, ao longo de 25 anos, foram escritas parte da história desenvolvimentista de Feira de Santana e região. Sob a óptica do periódico passaram viadutos, integração do sistema de transporte, obras estruturantes e questões que desafiaram gestores municipais e estaduais, afinal, se em 25 anos o jornal retratou mudanças na urbanização, mobilidade e até no perfil do município, o maior do interior do baiano, o que poderia estampar as páginas do diário nos próximos 25 anos?

A reportagem escutou contribuições para este exercício futurístico, que abordaram aspectos estruturantes, todos esses pensados sob a dimensão da cidade de Feira de Santana, com uma população que já se aproxima de 700 mil residentes e como tudo passa pela cidade conhecida como Princesa do Sertão, essa movimentação e aglutinação de pessoas tende a crescer.

Por exemplo, o recém-eleito presidente do Fluminense de Feira de Santana, o empresário José Francisco Pinto, escolheu o tema mobilidade. A cidade, para ele, já tem porte para um sistema de metrô, com linhas saindo da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) até o bairro Tomba e outra linha saindo do bairro Rua Nova até o Parque de Exposição. "Um trabalho pensando daqui a 10 anos e projetar Feira para 50 anos seria uma rede de metrô para essa cidade", disse.

Ex-secretário municipal de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico (SETTDEC), atual gestor da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDESO), Antônio Carlos Borges Júnior, comentou sobre a Região Metropolitana de Feira de Santana. Para o gestor, uma ideia seria integrar as soluções de infraestrutura para a região. "Ações compartilhadas nas áreas de saúde, transportes, educação e empresarial, com uma agência coordenando, uma Agência de Desenvolvimento Metropolitano, regulamentada pelo governo do estado, pois a lei já existe", pensou.

Na área da saúde, por exemplo, a presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana (FHFS), Gilberte Lucas, comentou sobre a medicina do futuro a necessidade de Feira de Santana estar preparada. "A medicina do futuro será preventiva e terapêutica. Os cuidados não serão mais focados nas enfermidades e, sim, em descobrir as doenças antes que elas aconteçam, focando na qualidade de vida do paciente. Espero que em 25 anos tenhamos mais eficácia na prevenção junto com fortalecimento na atenção primária evitando emergência, que tenhamos um controle rigoroso com tempo mínimo de resultados de exames com a ajuda da informatização", afirmou a gestora.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio de Feira de Santana, Antonio Cedraz, também contribuiu com uma ideia na área de infraestrutura, desta vez interligando a maior cidade do interior com a capital do estado, Salvador. Ligação esta que seria sob trilhos. "Daqui a 25 anos, a gente espera que já exista, esta ligação Feira-Salvador, que acho que é um dos principais projetos contra esse engarrafamento. Essa infraestrutura, Feira de Santana é responsável por toda distribuição de mercadoria do Norte e Nordeste, tem grandes empresas chegando em Feira de Santana", disse.

O secretário de Desenvolvimento Urbano, Sérgio Barradas Carneiro, disse que para os próximos 25 anos, a construção segundo rodoanel em Feira de Santana seria importante para o município, assim como ampliar o uso do Aeroporto de Feira de Santana, como alternativa mais próxima ao Aeroporto de Salvador e o Lago de Pedra do Cavalo, um dos maiores mananciais da região, sendo utilizado em sua plenitude. "Feira de Santana como é o segundo maior entroncamento rodoviário do Brasil, só perde para São Paulo, é o maior do Norte e Nordeste, tem o aeroporto, pode ter uma nova e moderna rodoviária aqui também é o local ideal para você ter de logística, de distribuição de várias empresas que adotem o e-commerce. Então eu vejo Feira com esse segmento do e-commerce com muita possibilidade de exploração", resumiu.

Conceição Borges, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Feira de Santana, por fim, aposta na contribuição da agricultura familiar para o futuro do município. "Isso é uma necessidade, se o município não investir em produção de alimentos, não alimentamos esta nação, a agricultura familiar deve ser esta propagandista, com poder de gerar renda e desenvolvimento saudável", finalizou. 

 

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Sexta, 30 Setembro 2022

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