Barreira com buraco expõe Monterrey contra a Inter

EsportesTática insólita

Barreira com buraco expõe Monterrey contra a Inter

Invenção defensiva chama atenção e levanta críticas na Copa 2025 

📷 Reprodução: X (Twitter) - golsdobrasil1

No empate por 1 a 1 entre Monterrey e Internazionale, válido pela primeira rodada do Grupo E da Copa do Mundo de Clubes 2025, o que mais repercutiu não foi o gol de cabeça de Sergio Ramos nem o empate de Lautaro Martínez em jogada ensaiada. O que ganhou os holofotes foi a exótica barreira dupla montada pelo time mexicano em uma falta frontal. A proteção parecia promissora — até que se revelou ter um verdadeiro "vão" no centro, por onde a Inter quase aproveitou para marcar. A ideia, que não apareceu nos melhores momentos, foi dessecada na Central da Copa, rendendo olhares tortos e cochichos entre comentaristas e boleiros.

Tecnicamente, trata-se de uma tentativa de inovação na bola parada, talvez inspirada em conceitos de dissuasão visual que confundem o cobrador. Porém, ao invés de criar incerteza, a tal barreira escancarou um convite ao chute frontal. Sob comando de Domènec Torrent, ex-Flamengo, o Monterrey pareceu apostar em mais estilo que substância. O lance revela um dilema recorrente no futebol moderno: a ânsia por "reinventar" o jogo, quando o básico bem feito ainda resolve muita coisa. Afinal, por mais que a ciência tática avance, o gol continua do mesmo tamanho.

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Para quem acompanha o esporte com os pés fincados no chão do sertão — e os ouvidos ligados na resenha dos bares de Feira ou nos rádios de Sobradinho —, o episódio traz à memória outras invencionices que passaram batidas por aqui. Em tempos de Copa Rio-São Paulo, barreira era fileira de coragem e cobertura vinha na gritaria do goleiro. Hoje, a sofisticação beira o esdrúxulo. A barreira com buraco, como se viu, é o tipo de modernidade que arrisca mais que protege — feito guarda-chuva furado em dia de chuva de vento.

No papel de veterano, arrisco um conselho sem vaidade: o futebol aceita ousadia, sim, mas ela precisa estar embasada. O Monterrey tem time competitivo, mas precisa respeitar a lógica da bola parada. Quando se esquece que futebol ainda é jogo de espaço, tempo e instinto, o placar cobra. Que esse "buraco na muralha" sirva de alerta para os outros treinadores: nem toda novidade é solução. E no jogo grande, um erro desses pode ser a pá de cal. 

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Terça, 06 Janeiro 2026

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