Endrick transforma Lyon em vitrine antes do Mundial
Hat trick e rotina austera pressionam a próxima convocação
Endrick escolheu mudar o cenário para não desaparecer do radar. Depois de lesão e pouca sequência no Real Madrid, o atacante aceitou empréstimo ao Lyon e respondeu com impacto imediato, hat trick na goleada por 5 a 2 sobre o Metz, quatro gols e uma assistência em quatro jogos. O acordo é curto, até 30 de junho de 2026, custou cerca de 1 milhão de euros e divide salário, metade paga pelo clube francês.
A leitura é simples, tempo de jogo virou prioridade estratégica. No Real, a concorrência era grande e o calendário não perdoa jogador que passa meses sem minutos. No Lyon, havia espaço real no elenco e um encaixe pensado, um time que precisava de presença agressiva na área e de intensidade sem a bola. Paulo Fonseca, técnico, elogiou o entendimento do estilo e o trabalho defensivo, detalhe que pesa quando o debate sai do brilho e entra em confiança.
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O efeito de tabela e de narrativa é imediato. O jogador do mês em janeiro no Francês, o rótulo estatístico também, aos 19 anos e seis meses, Endrick virou o brasileiro mais jovem a fazer hat trick nas cinco grandes ligas desde 1992. O cronômetro aponta para março, quando o Brasil encara França e Croácia, penúltima lista de Carlo Ancelotti antes da Copa do Mundo.
O ponto crítico é este. Empréstimo não é prêmio, é prova. Endrick ganhou palco, mas palco cobra repertório, regularidade e maturidade de decisão. Se mantiver o nível, ele vira problema bom para a seleção. Se oscilar, a temporada curta vira só um mês barulhento, e o futebol europeu não tem paciência com promessas que precisam de legenda.
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