Everton Moraes encontra números e espaço no Cazaquistão
Ordabasy premia eficiência que faltou no retorno a Salvador
Everton Moraes, atacante de 23 anos com passagem discreta pelo Bahia, vive o melhor momento da carreira no FC Ordabasy, do Cazaquistão. Em 2025, ele fez 31 jogos, marcou sete gols e deu cinco assistências, um pacote de produção que chama atenção para quem, no Brasil, parecia travado entre promessa e oportunidade curta.
A lupa mostra que não é apenas sorte, é contexto. Centroavante jovem precisa de sequência, função clara e confiança para atacar a área com convicção. No Londrina, em 2024, ele já havia indicado o caminho, oito gols e duas assistências em 30 partidas. Ao voltar ao Bahia em 2025, entrou em 18 jogos e marcou dois gols, números que não contam toda a história, mas revelam um teto baixo de minutos e de protagonismo.
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O cenário para o Bahia também importa. Vender de forma definitiva e ver o jogador florescer fora é sempre um espelho, e espelho cobra perguntas sobre gestão de elenco e sobre a transição da base para o profissional. Quando um atleta produz mais longe do clube formador, a discussão deixa de ser individual e vira estrutural.
O veredito é que a carreira de Everton Moraes está ensinando uma lição antiga com dados novos. Talento sem ambiente vira ruído. Ambiente certo transforma jogador comum em peça útil e, às vezes, em protagonista. O Bahia precisa decidir se quer formar, vender e aplaudir à distância, ou criar espaço real para amadurecer o que produz.
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