Feira FC divide opiniões e movimenta a comunidade esportiva da Princesa do Sertão

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Feira FC divide opiniões e movimenta a comunidade esportiva da Princesa do Sertão

Ambulantes, empresários e profissionais do esporte analisam a chegada do novo clube 

Marcus Rios (direrita) e Neto Lima, fundadores do Feira FC, ao lado de Thiago Galhardo, primeira contratação do clube.Foto: Divulgação/Redes Sociais/FFC

Feira de Santana Notícias 24h - A criação do Feira Futebol Clube tem provocado debates intensos em Feira de Santana. Prestes a iniciar sua trajetória na Série B do Campeonato Baiano de 2026, o novo projeto esportivo surge em um município já marcado por tradição no futebol, com clubes históricos e uma torcida apaixonada.

Nas ruas do centro comercial, nos arredores da Estação Rodoviária e nas imediações da Praça Bernardino Bahia, o assunto é recorrente. A reportagem do portal Folha do Estado, ouviu representantes de diferentes segmentos da sociedade feirense para entender como a cidade enxerga a chegada de mais uma agremiação ao cenário local.

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Expectativa nas ruas

Para os vendedores ambulantes, que tradicionalmente ampliam a renda em dias de jogos, a notícia é vista com entusiasmo mas também com cautela.

"Se tiver calendário, se tiver jogo no estádio, pra gente já melhora muito. Mais clube significa mais partidas, mais movimento", afirma José Carlos, que há 15 anos vende bebidas e lanches nos arredores do Estádio Joia da Princesa. "O que a gente espera é que seja um projeto sério e duradouro."

A expectativa gira principalmente em torno da regularidade do clube no calendário estadual. A Série B costuma movimentar menos público que a elite, mas, ainda assim, representa oportunidade econômica para quem vive do comércio informal.

Olhar empresarial

Entre empresários do setor de comércio e serviços, a análise é mais estratégica. Para muitos, o surgimento do novo clube representa uma alternativa de mercado.

"A cidade tem porte e potencial para comportar mais de um projeto forte. O futebol é vitrine, gera marca, ativa patrocinadores", avalia o empresário do ramo de materiais esportivos, Marcelo Andrade. "Mas é preciso planejamento financeiro. Não adianta começar grande e não sustentar."

A referência à profissionalização e ao modelo de gestão é recorrente nas entrevistas. A transformação de clubes em SAFs nos últimos anos elevou o nível de exigência do mercado. O empresariado local observa com atenção a estrutura administrativa e a capacidade de captação de investimentos do novo clube.

Segmento esportivo analisa cenário

Entre treinadores, ex-atletas e dirigentes do futebol amador, o sentimento mistura entusiasmo e prudência.

Para o professor Denilson Souza, que trabalha com categorias de base, a criação do novo clube pode abrir portas para jovens talentos. "Feira sempre revelou jogador. Se o Feira FC investir em base, pode ser uma engrenagem importante para o desenvolvimento esportivo da cidade."

Por outro lado, há quem veja o risco de pulverização de torcedores e patrocinadores. "A cidade já tem uma identidade forte com clubes tradicionais. O novo projeto precisa conquistar espaço com trabalho dentro de campo", pondera um ex-dirigente que preferiu não se identificar.

A Série B do Campeonato Baiano é tradicionalmente um torneio competitivo, com equipes estruturadas e outras em reconstrução. Para muitos analistas locais, o desempenho inicial do Feira FC será determinante para consolidar sua imagem.

Identidade e pertencimento

Feira de Santana respira futebol. Ao longo das décadas, clubes locais construíram laços afetivos profundos com a população. Nesse contexto, o desafio do novo clube vai além das quatro linhas: passa pela construção de identidade, aproximação com bairros e projetos sociais.

"Não é só entrar em campo. É se conectar com a cidade", resume o radialista esportivo Edmilson Shekinah. "Se conseguir criar essa identificação, pode sim escrever uma história bonita."

Entre a oportunidade e o desafio

A chegada do Feira Futebol Clube representa, para parte da comunidade, uma oportunidade de renovação do cenário esportivo. Para outros, é um teste de viabilidade em um mercado já competitivo.

O fato é que, antes mesmo da bola rolar pela Série B de 2026, o clube já cumpre um papel: colocar o futebol feirense novamente no centro das discussões, reacendendo paixões, expectativas e, sobretudo, o debate sobre gestão, planejamento e futuro. Resta agora saber se o novo projeto conseguirá transformar expectativa em resultado e opinião em apoio.

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Quarta, 04 Março 2026

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