Queda do Bahia de Feira expõe crise e ameaça futuro do futebol feirense
Rebaixamento expõe fragilidades e impõe risco financeiro e ausência de calendário em 2027
Feira de Santana Notícias 24h - O rebaixamento do Bahia de Feira para a Série B do Campeonato Baiano transcende o resultado de campo e projeta consequências profundas para o futebol de Feira de Santana. A confirmação da queda veio após a derrota por 3 a 1 para o Jacuipense, fora de casa, na última rodada da primeira fase. Com nove pontos em nove partidas, o Tremendão terminou na vice-lanterna e acompanhou o Atlético de Alagoinhas, já rebaixado anteriormente.
O Bahia de Feira encerrou a competição com números que traduzem a fragilidade apresentada ao longo do torneio. Nove pontos conquistados em nove rodadas refletem aproveitamento incompatível com a tradição recente do clube, que nos últimos anos se consolidou como força emergente no cenário estadual.
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A equipe sofreu com oscilações técnicas, instabilidade emocional em confrontos diretos e ausência de regularidade. Em um campeonato de tiro curto, os erros cobraram preço imediato.
A queda atinge não apenas o clube, mas todo o ambiente esportivo da cidade. Feira de Santana perde representatividade na elite do futebol baiano e reduz sua visibilidade institucional dentro da competição.
Os reflexos econômicos são diretos. A disputa da Série B implica redução de receitas com bilheteria, menor exposição para patrocinadores e queda no interesse comercial. Além disso, a diminuição do número de partidas impacta trabalhadores informais, fornecedores, profissionais de imprensa e toda a cadeia produtiva ligada aos jogos.
O ponto mais sensível está no horizonte de 2028. Caso o acesso não seja conquistado em 2027, o Bahia de Feira poderá ficar sem calendário nacional ou estadual no ano seguinte. A ausência de competições oficiais compromete o fluxo de caixa, dificulta a manutenção de elenco, enfraquece categorias de base e reduz o poder de negociação do clube no mercado.
Sem calendário, não há geração de receita recorrente. O cenário exigirá planejamento rigoroso e reestruturação administrativa para evitar agravamento financeiro. O rebaixamento impõe revisão ampla no planejamento esportivo e institucional. Avaliação do modelo de gestão, perfil de contratações, fortalecimento da base e organização financeira passam a ser medidas urgentes.
O Bahia de Feira construiu respeito recente no futebol baiano, mas a competição exige desempenho constante. A Série B deixa de ser hipótese e passa a ser realidade. Para o futebol feirense, o momento é de reflexão e reconstrução. O desafio começa imediatamente. A resposta precisará ser rápida, consistente e estratégica para que o impacto da queda não ultrapasse os limites de uma temporada.
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