SAF do Flu de Feira denuncia calote após parceria com Jequié no Baianão
Diretor Filemon Neto afirma que valores de patrocínio e cotas não foram repassados e diz que clube
Feira de Santana Notícias 24h - A parceria entre a SAF do Fluminense de Feira e a Associação Desportiva Jequié (ADJ) durante a disputa do Campeonato Baiano terminou cercada de polêmica. Apesar do bom desempenho esportivo do Jequié, que garantiu calendário nacional para a próxima temporada, o desfecho administrativo foi marcado por acusações de descumprimento de acordo financeiro.
O diretor da SAF tricolor, Filemon Neto, utilizou as redes sociais para denunciar o que classificou como um calote por parte da diretoria da ADJ. Segundo ele, valores provenientes de patrocínios e das cotas da Federação Bahiana de Futebol deveriam ser repassados ao clube feirense durante a competição, mas nenhum pagamento teria sido efetuado.
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Crise nos bastidores
Durante o estadual, já circulavam nos bastidores rumores de que o relacionamento entre as diretorias não atravessava um bom momento. As divergências estariam relacionadas justamente às pendências financeiras que, segundo a SAF do Fluminense, não vinham sendo resolvidas pela diretoria do Jequié.
Dentro de campo, porém, o desempenho do chamado "Jipão" foi de recuperação. Após um início irregular na competição, a equipe conseguiu engatar uma sequência de resultados positivos e chegou à última rodada com chances reais de classificação para a fase semifinal.
O sonho da vaga acabou frustrado com o empate diante do Barcelona de Ilhéus, resultado que impediu o time de avançar para a fase decisiva do campeonato.
Calendário garantido
Mesmo fora das semifinais, o Jequié terminou a competição na quinta colocação, posição suficiente para assegurar um calendário nacional em 2027, com vagas na Copa do Brasil e na Campeonato Brasileiro Série D.
De acordo com Filemon Neto, o desempenho esportivo foi fruto do trabalho conduzido durante a parceria. "Foi acordado que no decorrer do Campeonato Baiano seriam repassados ao Fluminense valores referentes a receitas de patrocínios e cotas da Federação. Nada foi repassado, mas mesmo assim honramos os compromissos e ainda demos um calendário nacional a um time que, quando pegamos, não tinha absolutamente nada", declarou.
Valor não repassado
O dirigente afirmou que decidiu tornar a situação pública após tomar conhecimento de que a Federação Bahiana de Futebol teria depositado R$ 119 mil na conta do Jequié. Segundo ele, o montante deveria ser parcialmente destinado ao Fluminense, conforme o acordo firmado entre as partes.
Filemon relatou ainda ter mantido contato com o vice-presidente do Jequié, Jacó Almeida, que teria informado que o valor foi transferido para a conta do presidente do clube, Eduardo Alves Pereira, conhecido como Eduardo da Pax, para pagamento de outras dívidas.
Medidas legais
Diante da situação, Filemon Neto classificou a atitude como desonesta e afirmou que o Fluminense de Feira pretende buscar seus direitos na Justiça.
"Se existe um contrato, um termo firmado, ele deve ser cumprido. Não temos nada a ver com outros débitos e, por nos sentirmos lesados, vamos adotar as medidas legais para cobrar esses valores", concluiu o dirigente.
O episódio expõe um novo capítulo de tensão nos bastidores do futebol baiano e pode ter desdobramentos jurídicos nos próximos meses.
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