Spalletti ultrapassa limite e encosta na repórter ao reclamar
Cena no pós jogo agrava desgaste da Juventus com arbitragem
A Juventus saiu do empate por 2 a 2 com a Lazio discutindo dois lances na mesma sequência, um pênalti reclamado e um gol anulado, e terminou o domingo com um constrangimento que não cabe em entrevista. Luciano Spalletti, irritado com a leitura do VAR, beijou o ombro da jornalista Federica Zille, da DAZN, sob o pretexto de "explicar" contato e impacto.
O problema não é semântica, é hierarquia e espaço. Um técnico não usa o corpo como argumento, ainda menos com uma profissional em serviço, porque o gesto desloca o debate do campo para a conduta. A crítica ao VAR pode ser legítima, mas perde força quando vira encenação física, ainda por cima direcionada a quem não apita o jogo.
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No campeonato, a Juve segue em quarto lugar com 46 pontos, e a Lazio aparece em oitavo com 33. O próximo compromisso, fora de casa contra a líder Inter, chega como teste de maturidade emocional tanto quanto de futebol, porque a equipe não pode transformar frustração com arbitragem em ruído permanente.
O veredito é simples. Spalletti errou feio. Se queria cobrar clareza, escolheu o pior caminho, e ofereceu ao debate um desvio que a Juventus não precisava. Em alto nível, forma também é conteúdo, e ali faltou forma, faltou contenção, faltou respeito.
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