Thiago Silva desafia idade e reacende debate sobre Copa do Mundo
Zagueiro marca contra Bahia, toma injeção e provoca campanha inesperada
A classificação do Fluminense às semifinais da Copa do Brasil teve um protagonista improvável: um zagueiro que, às vésperas de completar 41 anos, segue sendo referência técnica e emocional. Thiago Silva não apenas fechou espaços diante do Bahia, mas também decidiu ofensivamente ao marcar o gol que consolidou a vitória por 2 a 0 no Maracanã. A cena de um veterano correndo para o abraço em meio a jovens companheiros sintetiza uma noite de peso simbólico para o clube e para o próprio jogador, que passou por um tratamento à base de injeções para suportar dores no pescoço.
No plano tático, a experiência fez diferença. Renato Gaúcho explorou a bola parada como arma estratégica e, em jogada ensaiada, encontrou no veterano a figura ideal para desequilibrar. A leitura de espaço de Thiago Silva foi precisa: deslocamento curto, aceleração no tempo exato e cabeceio consciente. O Fluminense soube controlar os ritmos de jogo, alternando pressão e posse, e castigou um Bahia que novamente apresentou limitações criativas, mesmo após ajustes de Rogério Ceni. A noite serviu de lembrete de que, em competições eliminatórias, detalhes técnicos e disciplina coletiva podem valer mais que vigor físico.
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As consequências vão além da vaga. O gol e a atuação do capitão reabriram, quase naturalmente, o debate sobre sua presença na Copa do Mundo de 2026. Renato Gaúcho fez lobby público pela convocação, enquanto Thiago Silva preferiu a cautela habitual, lembrando que o comando pertence a Carlo Ancelotti. O fato é que, em meio à renovação defensiva da Seleção, o veterano coloca pressão sobre um processo que parecia definitivo. Para o Fluminense, a classificação garante calendário mais extenso, reforço financeiro e sobretudo a convicção de que a equipe pode sustentar uma trajetória consistente em dezembro.
O olhar crítico, no entanto, precisa relativizar a euforia. Thiago Silva é exemplo de longevidade e de profissionalismo raro, mas depender de um atleta de 41 anos para resolver jogos decisivos evidencia a lacuna de protagonismo em setores-chave. A façanha deve ser celebrada, sem dúvida, mas também encarada como aviso. O Fluminense ganha fôlego e confiança, enquanto a Seleção terá de avaliar se a aura de liderança compensa os riscos naturais da idade. O gol no Maracanã não resolve dilemas de longo prazo, mas deixa claro que ainda não é hora de fechar as cortinas para uma das carreiras mais coerentes do futebol brasileiro.
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