Vitória tenta mudar clima no Ba-Vi decisivo
Pedido de Mota reacende debate e expõe conveniência
Fábio Mota anunciou que vai solicitar a volta da torcida mista na final do Campeonato Baiano, justamente após o Vitória garantir vaga na decisão e às vésperas de um Ba-Vi com mando final do rival, amparado por regulamento assinado previamente pelos clubes. O movimento, feito em cima da hora, troca o foco do futebol para a política do entorno do jogo e adiciona ruído onde já existia tensão.
A discussão sobre torcida única não é simples, nem deve ser tratada como cartada de ocasião. Segurança em clássico é planejamento, integração e execução, não improviso de última semana. Quando a pauta vira ferramenta de disputa por "isonomia" de mando e ambiente, ela perde densidade e vira espuma, porque passa a parecer menos um debate público e mais uma tentativa de mexer nas condições do confronto.
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O cenário é direto. O Ba-Vi decide título, define narrativa e alimenta pressão em cima de quem vai levantar a taça. Ao reabrir o tema agora, o Vitória também coloca holofote em uma questão que, por oito anos e 31 clássicos, foi empurrada pelo futebol local sem solução estrutural, sempre com o jogo acontecendo de qualquer jeito, do jeito que dá.
O veredito é duro e necessário. Dirigente que quer mudança séria não escolhe o momento em que está em desvantagem para "descobrir" a urgência, porque isso contamina a própria causa. Se a intenção é discutir torcida mista com seriedade, que se faça fora da adrenalina da final, com calendário, responsabilidades e compromisso público, não com a caneta tremendo na véspera.
Com informações de: ge.
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