Após cirurgia na coluna, feirense de 15 anos sonha com vida normal

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Após cirurgia na coluna, feirense de 15 anos sonha com vida normal

Curvatura na coluna de Gabriel West já ultrapassava os 90° 

Crédito: Divulgação
O adolescente de 15 anos, que mora na cidade de Feira de Santana, conseguiu fazer a cirurgia na coluna, para corrigir uma escoliose no Hospital da Criança (HEC) pelo SUS. A curvatura na coluna de Gabriel West já ultrapassava os 90°, o que tem comprometido a qualidade de vida do garoto.

No caso de Gabriel, a cirurgia era vista como o único meio possível para o tratamento. Por causa da deformidade, o garoto já sentia dificuldades para andar. "Meu filho é um caso raro, ele que é um menino, descobrimos quando ele tinha 6 anos. Um menino e negro, um caso raro mesmo. A esclerose múltipla é comum para mulheres acima de 30 anos e branca", disse a dona de casa, Josemary West, mãe de Gabriel.

Mesmo se tratando de um caso inusitado, Gabriel West não perdeu as esperança e buscou a sua cura através da cirurgia. Atualmente, após a realização do procedimento, Gabriel afirma que sempre soube que esse momento chegaria.

Ele conta que sempre foi seu sonho poder ter uma vida normal. "Fazer a cirurgia antes de alcançar a maioridade para poder voltar a andar de bicicleta, jogar bola. Eu sempre soube", afirma Gabriel sobre a cirurgia aconteceu no dia 24 de setembro sem maiores complicações.

O garoto ainda incentiva outros jovens, que passam por problemas parecidos, a não desistir. "Para outras pessoas que estão doentes, ou com problema, não percam as esperanças. Mesmo com dificuldades, não desistam dos seus sonhos", conclui Gabriel.

Além da escoliose, Gabriel West tinha esclerose múltipla, uma doença neurológica, progressiva e autoimune. As células de defesa do corpo atacam o sistema imunológico da própria pessoa, causando lesões no cérebro e na medula.

Sobre a cirurgia

Segundo o médico ortopedista e traumatologista do Hospital Estadual da Criança, Sérgio Murilo, a cirurgia de Gabriel acabou sendo de maior magnitude.

"Ele tinha uma escoliose neuromuscular já bem descompensada de alto grau. A gente necessitou fazer tração do crânio e do fêmur utilizando umas torres de tração que foram desenvolvidas pelo próprio HEC".

Segundo o ortopedista, o engenheiro do HEC foi quem facilitou a fazer essa colocação do tração em um bom posicionamento.

"A partir de anestesiado o paciente, a gente fez a tração e sobre monitorização com neurofisiologista, doutor Marco Antônio, a monitorização vê até onde a tração poderia ir sem ter prejuízo algum para o paciente. Após uma hora e meia de inicio da anestesia, a gente começou a fazer a cirurgia que durou cinco horas, a gente conseguiu uma boa correção. O pré e o pós-operatório, com essa correção, o paciente evoluiu bem e foi encaminhado para o UTI onde foi muito bem tratado, monitorizado. Ele evoluiu, ainda na UTI, com retorno do caminhar, foi treinando a marcha". 

 

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