Feira de Santana mantém alerta contra Mpox, mas não registra casos da doença
Em meio ao aumento das discussões no país sobre a circulação da Mpox e à preocupação natural em cidades com grande fluxo de pessoas, Feira de Santana segue sem casos suspeitos ou confirmados da doença. A informação foi reforçada na sexta-feira (27) pelo secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos.
Em entrevista ao Jornal Folha do Estado, o secretário afirmou que, apesar da ausência de registros no município, a rede pública está preparada para agir imediatamente caso surja alguma ocorrência. Segundo ele, houve capacitação prévia das equipes de saúde.
"Nos antecipamos ao cenário nacional. Médicos, enfermeiros e técnicos foram orientados para reconhecer sinais e sintomas, fazer o manejo adequado e orientar a população", explicou.
Rodrigo Matos ressaltou que não há motivo para pânico, já que se trata de uma doença conhecida e com formas de transmissão definidas. Ainda assim, o monitoramento é permanente, especialmente pelo perfil estratégico da cidade.
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Feira de Santana é considerada o maior entroncamento rodoviário das regiões Norte e Nordeste, o que aumenta a circulação de pessoas e exige atenção redobrada das autoridades sanitárias. "A vigilância existe exatamente para isso: observar, monitorar e agir com rapidez", pontuou o secretário.
De acordo com a Secretaria de Saúde, os sintomas iniciais da Mpox podem se confundir com os de uma virose comum, como febre, dor no corpo e cansaço. Entre os sinais mais característicos estão o aumento dos linfonodos (as chamadas ínguas) e lesões na pele, que podem evoluir para bolhas e crostas, geralmente dolorosas.
A orientação é que qualquer pessoa com sintomas suspeitos procure uma unidade de saúde para avaliação e, se necessário, encaminhamento adequado.
Durante a entrevista, o secretário também comentou a viagem institucional a São Paulo para discutir a modelagem do novo Hospital Municipal, que deverá ser implantado por meio de Parceria Público-Privada (PPP).
O edital para a contratação da parceria, segundo Rodrigo Matos, deve ser publicado até o dia 10 de março. O projeto prevê uma unidade com 110 leitos, incluindo UTI e centro cirúrgico.
Ele destacou que a proposta vai além da construção física do hospital. "Estamos falando de planejamento de manutenção, custeio e funcionamento contínuo, com metas e responsabilidades bem definidas", afirmou.
Classificado como um dos principais projetos estruturantes da atual gestão na área da saúde, o hospital, segundo o secretário, foi planejado com base em estudos técnicos para atender às necessidades da população, mantendo responsabilidade fiscal e visão de longo prazo.
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