Prefeitura apresenta soluções para acessibilidade de pessoas com deficiência em Feira

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Prefeitura apresenta soluções para acessibilidade de pessoas com deficiência em Feira

 Durante o evento, foram realizadas palestras, debates e outras atividades.

Foto: Mário Sepúlveda/ FE

A prefeitura de Feira de Santana, através da Secretaria de Mobilidade Urbana, realizou nesta quarta-feira (8), um encontro com o objetivo de discutir soluções para o setor no município, sobretudo com relação à acessibilidade de pessoas com deficiência no transporte público.

Durante o evento, foram realizadas palestras, debates e outras atividades, como a apresentação de aplicativos para facilitar o dia a dia dos usuários.

De acordo com a participante Rita Eliana Nunes Lacerda, uma das principais dificuldades para os cadeirantes é o acesso aos ônibus coletivos. "Eles estão muitos velhos, cansados, precisando de veículos novos."

Foto: Mário Sepúlveda/ FE

Ela afirmou que sair de casa em uma cadeira de rodas também representa um grande desafio. "Tem lugar que não tem rampas, temos que chamar quem tiver na frente para nos ajudar. Venho pedir ao poder público que melhore a acessibilidade em Feira de Santana e o transporte coletivo."

O Prefeito Colbert Martins destacou o evento teve como propósito uma evolução da mobilidade urbana da cidade, além de trazer mais segurança no transporte para as pessoas que têm algum nível de limitação.

Foto: Mário Sepúlveda/ FE

"A segurança no trânsito é algo muito importante, isso significa dar condição às pessoas para se deslocarem, como pessoas com baixa visão, pessoas surdas e mais idosas."

O secretário de Transportes e Trânsito do município, Sérgio Carneiro, destacou os esforços da Semob na melhoria da acessibilidade às pessoas com deficiência e a apresentação do aplicativo Cittamobi à comunidade.

Foto: Mário Sepúlveda/ FE

"A Semob fez hoje no Parque do Saber a apresentação de aplicativos, como o Cittamob que dá autonomia a pessoas cegas. O usuário é avisado quando o ônibus está chegando e quando adentra o veículo, o aplicativo avisa a previsão de chegada ao destino. Ele pode usar esse app fora do ônibus, andando na rua, pois ele faz as marcações onde é a casa da família, dos pais, da faculdade, e outros estabelecimentos. Tem botão de pânico para todos os usuários, alertas do sistema de eventuais atrasos do transporte público por conta de algum atropelamento ou acidente, qualquer situação. Da mesma forma, os usuários dentro do ônibus podem narrar esses acontecimentos, então é um aplicativo que permite a interação entre o usuário e o sistema, proporcionando conforto, segurança e redução no tempo da viagem", narrou.

Foto: Mário Sepúlveda/ FE

O engenheiro de software Luís Porto, idealizador do aplicativo Cittamobi, explicou que a ideia surgiu a partir de suas experiências pessoais com o transporte. "Desenvolvi esse aplicativo a partir da minha necessidade de utilizar o transporte público. Tive a ideia de desenvolver em 2013 e em 2014 eu fiz uma parceria com a Cittamob."

Rosilene Oliveira Costa, presidente do Conselho da Pessoa com Deficiência em Feira de Santana, ressaltou ao Folha do Estado, que a falta de acessibilidade por pessoas com deficiência no município é gritante.

Foto: Mário Sepúlveda/ FE

"Eles têm muita dificuldade com os ônibus, pois a maioria dos elevadores estão com defeito. E viemos aqui justamente passar essa demanda. Além das dificuldades de adentrar em prédios públicos sem acessibilidade, atendimento que precisa ser mais humanizado tanto para as pessoas com deficiência quanto as famílias dessas pessoas. Eles já têm uma redução de mobilidade. Eu assumi pouco antes da Micareta e estou tomando ciência das coisas. Hoje vamos ter a primeira reunião do Conselho, onde vamos começar a organizar um plano de ação para os trabalhos da gente no biênio 2024-2025."

Segundo ela, mesmo após a implantação do Projeto Novo Centro nas principais ruas e avenidas do centro comercial feirense, ainda existem dificuldades de locomoção por pessoas com deficiência.

"No caso dos cadeirantes, ficou bem melhor, porque tem rampas e os passeios estão mais largos, mas na parte dos deficientes visuais, o piso tátil está instalado em alguns lugares de forma errada, e em outros lugares nem tem. Então a gente continua com essa luta, vou levar essa demanda ao secretário, porque a gente precisa tornar Feira de Santana uma cidade cível." 

Foto: Mário Sepúlveda/ FE
 

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