UEFS conquista primeira medalha na OBM em quase 50 anos
A OBM Universitária costuma ser dominada por estudantes de grandes centros acadêmicos,
A Universidade Estadual de Feira de Santana alcançou um marco inédito em sua trajetória acadêmica ao conquistar, pela primeira vez, uma medalha na Olimpíada Brasileira de Matemática, na modalidade universitária. O responsável pelo feito histórico é Rogério dos Santos Cerqueira, estudante do curso de Engenharia de Computação, que garantiu medalha de bronze e entrou para a história da instituição.
O resultado quebra um jejum de quase 50 anos. Em 47 anos de existência da OBM, Rogério é o primeiro aluno da UEFS a figurar entre os premiados da competição, considerada a mais desafiadora do país no campo da matemática. A conquista encerra um longo período de ausência da universidade feirense no pódio da olimpíada e projeta a instituição no cenário nacional de alto desempenho acadêmico.
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O feito ganha ainda mais relevância diante do perfil tradicional da competição. A OBM Universitária costuma ser dominada por estudantes de grandes centros acadêmicos, especialmente dos eixos Rio-São Paulo e Fortaleza. Mesmo nesse contexto altamente competitivo, o estudante da UEFS demonstrou sólido domínio técnico, raciocínio lógico apurado e criatividade na resolução dos problemas, credenciais que lhe garantiram lugar entre os melhores do país.
Com a medalha, Rogério Cerqueira passa a integrar um grupo restrito de representantes de Feira de Santana na história da OBM Universitária. Até então, apenas Igor Prado Teixeira Borja, aluno do curso de Ciências da Computação da Universidade Federal da Bahia, havia alcançado esse nível de reconhecimento na competição.
A cerimônia oficial de premiação ocorreu em Vitória, no Espírito Santo, em janeiro de 2026, durante a Semana Olímpica, evento que reúne os destaques das olimpíadas científicas nacionais. Para a UEFS, a conquista representa mais do que uma medalha: simboliza o fortalecimento da formação acadêmica na instituição e reafirma a capacidade dos estudantes baianos de competir em alto nível no cenário científico nacional.
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