Vigilância Sanitária interdita fábrica de gelo por irregularidades

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Vigilância Sanitária interdita fábrica de gelo por irregularidades

Estabelecimento descumpria notificações devido a condições insalubres 

Foto: Renata Leite

A Vigilância Sanitária interditou, na manhã desta quinta-feira (9), uma fábrica de gelo situada em Feira de Santana, após constatar diversas irregularidades nas instalações. A medida tem caráter preventivo e tem como objetivo garantir a segurança sanitária e a saúde da população.

De acordo com o órgão de saúde, a empresa está irregular desde 2012 e já havia recebido diversas notificações ao longo dos anos para corrigir falhas estruturais e documentais, mas não realizou as adequações exigidas.

Na última vistoria, realizada no dia 6 de outubro, os fiscais da Vigilância Sanitária encontraram grande quantidade de materiais em desuso no fundo do imóvel, embalagens plásticas inadequadas e reutilizadas para acondicionamento de gelo, além de ambientes com equipamentos e estruturas de produção ainda instalados, mesmo após o proprietário afirmar que o local não estava em funcionamento.

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Na manhã desta quarta-feira ao retornar ao local com o termo de interdição, a equipe da Vigilância Sanitária, mais uma vez, encontrou sacos plásticos reutilizados que estavam amontoados na área do fundo do estabelecimento, onde também havia acúmulo de equipamentos em desuso e enferrujados, além de ser local insalubre.

O proprietário justificou que "está com irregularidade com o pagamento do IPTU e, por isso, não se adequou as normas sanitárias".

No entanto, o caso também já é acompanhado pelo Ministério Público, que monitora a situação desde 2023, após uma denúncia da Embasa relacionada à potabilidade da água utilizada na fabricação do gelo.

"A interdição foi necessária para que o proprietário realize todas as adequações exigidas e possa retomar as atividades de forma legal e segura. Nossa prioridade é proteger a saúde da população, já que o gelo é composto 100% por água e, quando produzido sem controle sanitário, pode representar risco à saúde", destacou Thaís Marques, chefe da Vigilância Sanitária.

O estabelecimento permanecerá interditado até que todas as exigências legais sejam cumpridas. 

 

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