Lula detona prisão de Maduro pelos EUA e pede justiça pela Venezuela
"É inaceitável a interferência de uma nação sobre outra", afirmou o presidente
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a se posicionar sobre a prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos e classificou a operação como uma interferência externa que fere a soberania venezuelana. A declaração foi dada em entrevista nesta sexta-feira (20), durante agenda internacional em Nova Délhi.
Ao comentar o episódio, Lula demonstrou indignação com a ação militar que resultou na captura do ex-líder venezuelano e defendeu que eventuais processos contra Maduro ocorram na própria Venezuela.
"Isso é inaceitável. Não há explicação para isso. E acredito que, se o Maduro tiver de ser julgado, ele deve ser em seu país, não no exterior. É inaceitável a interferência de uma nação sobre outra", afirmou o presidente.
A fala ocorre em meio à repercussão internacional da prisão e ao debate sobre os desdobramentos políticos e jurídicos do episódio. Lula tem reiterado que a prioridade deve ser a reconstrução da estabilidade institucional na Venezuela e a preservação do processo democrático no país.
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Não é a primeira vez que o presidente brasileiro manifesta desconforto com a operação. Em declarações anteriores, ele já havia dito que acompanhou o episódio com perplexidade e questionou as circunstâncias que permitiram a captura do líder venezuelano em território nacional.
A posição do governo brasileiro reforça a linha diplomática de defesa da soberania dos países sul-americanos e tende a repercutir no debate regional sobre os limites da atuação de potências estrangeiras em crises políticas internas.
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