Fundação aguarda alta de paciente para avançar apurações sobre suspeita de homofobia

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Fundação aguarda alta de paciente para avançar apurações sobre suspeita de homofobia

A puérpera (então gestante), está internada e será investigada pela Polícia 

Crédito: Divulgação

Após a denúncia contra um caso de homofobia sofrido pelo médico obstetra, Phelipe Balbi Martins, em Feira de Santana, que ganhou repercussão nacional, a polícia abre inquérito para investigar o caso. A puérpera (então gestante), está internada no Hospital Inácia Pinto dos Santos/Hospital da Mulher e será investigada pela Polícia por suspeita de cometer o crime de homofobia contra o ginecologista/obstétrico que a atendeu domingo (4).

A presidente da Fundação Hospitalar, Gilbert Lucas, diz que como instituição, é preciso ter o cuidado em primeiramente apurar os fatos. "Houve a ocorrência, foi solicitada que a pessoa também fizesse ocorrência, na ouvidoria da Fundação Hospitalar. É importante reforçar que a paciente em questão ficou internada, então ela é nossa paciente e em nenhum momento poderia ter sido divulgado o nome dela e nem no momento do atendimento e internamento, sofrer nada. Porque ela é uma paciente, estava em trabalho de parto então a gente deu sigilo a todas as informações até para, emocionalmente, não prejudicar essa assistência. O atendimento foi conduzido corretamente e ela teve toda atenção devida. Em nenhum momento nos negamos a internar ou avaliar ela. Houve a ética profissional, mantivemos sigilo dos dados dela e garantimos a conduta da equipe, e que os médicos que participaram do parto fossem outros profissionais de escala, para que não abalasse a assistência", explica.

A gestora salienta que quando ocorrer a alta da paciente, a instituição vai ouvir a versão dela, e encaminhar as informações. "Vamos escutar também o lado dela. É importante reforçar que existe o sigilo da Lei de Proteção de Dados".

QUESTIONOU

Já o vereador Edvaldo Lima (MDB), questionou a conduta do colega médico, que em protesto resolveu atender a paciente de peruca e maquiagem. O edil solicitou que o diretor do Hospital da Mulher dê explicações sobre o caso do médico que usou uma peruca para atender uma gestante na unidade. Para o político, que discursou na Câmara Municipal, na terça (6), o profissional da saúde agiu contra a ética médica.

"A paciente não se sentiu segura e outro médico a atendeu de maneira que foi divulgada nas redes sociais. Isso vai contra a ética médica e é necessário respeitar o paciente", afirmou o vereador, em postagem, em uma rede social. O requerimento do vereador foi protocolado na terça, na Câmara Municipal. O caso foi registrado na delegacia, na segunda-feira (5). Sete pessoas, entre médicos, a investigada e testemunhas, prestarão depoimento em delegacia na próxima semana.

São investigados os crimes de homofobia e desacato a funcionário público no exercício da função. Enquadrada como racismo, a prática da homofobia tem pena de um a três anos de prisão, além de multa. Já o desacato tem pena de seis meses a dois anos de detenção e também é passível de multa.

 

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Sexta, 14 Junho 2024

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