MP denuncia vereador do interior da Bahia por integrar facção Bonde do Maluco

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MP denuncia vereador do interior da Bahia por integrar facção Bonde do Maluco

Segundo as investigações, o parlamentar não era apenas um contato ocasional, mas um "integrante estrutural" da facção Bonde do Maluco (BDM) 

Foto: Ministério Público da Bahia

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) ofereceu denúncia formal contra o vereador Lucas de Souza Lemos (União Brasil), de Itabela, pelos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa e financiamento ao tráfico.

Segundo as investigações, o parlamentar não era apenas um contato ocasional, mas um "integrante estrutural" da facção Bonde do Maluco (BDM), atuando estrategicamente para o grupo desde 2020.

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De acordo com informações do jornal O Globo, a denúncia detalha que Lemos utilizava o cargo público para realizar ações de contrainteligência, monitorando a rotina da Polícia Militar e repassando informações sobre viaturas e nomes de agentes ao líder local da facção, Patrick André de Oliveira, conhecido como "Tito".

O vereador também é acusado de atuar como "banco" da organização, realizando transferências e empréstimos, além de ocultar um veículo utilizado em homicídios dentro de um asilo de idosos.

O parlamentar foi preso em flagrante no dia 11 de novembro durante uma operação policial na residência de Tito. Na ocasião, o líder criminoso entrou em confronto com os agentes e acabou morrendo. Lemos, que tentou acobertar a presença do comparsa no imóvel, teve seu sigilo telefônico quebrado, revelando mensagens em que admitia fazer "investigações paralelas" e buscar influência na gestão municipal para beneficiar a facção.

Posicionamento do Legislativo

Logo após a prisão, a Câmara Municipal de Itabela emitiu uma nota oficial afirmando que acompanharia o desenrolar das investigações.

No dia 14 de novembro, após ser comunicada da decisão judicial da Dra. Tereza Júlia do Nascimento, a Casa Legislativa oficializou o afastamento do vereador e de seus assessores. De acordo com o regimento interno, a convocação do suplente só deve ocorrer caso o afastamento perdure por mais de 60 dias sem uma nova decisão judicial.

Lucas Lemos, que exercia seu primeiro mandato após ser o sétimo candidato mais votado em 2024, segue à disposição da Justiça. A Câmara Municipal reafirmou que as atividades legislativas seguem normalmente, aguardando o esclarecimento definitivo dos fatos pelo Poder Judiciário. 

 

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Quarta, 18 Fevereiro 2026

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