Novas regras do Pix obrigam bancos a ampliar rastreio de golpes a partir desta segunda

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Novas regras do Pix obrigam bancos a ampliar rastreio de golpes a partir desta segunda

Novidade vai permitir o rastreio do dinheiro em múltiplas camadas; entenda 

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

A partir desta segunda-feira (2), entra em vigor a obrigatoriedade de novas normas do Banco Central para o Pix, com o objetivo de frear a criminalidade financeira. A principal mudança foca no Mecanismo Especial de Devolução (MED), que agora permite o rastreio do dinheiro em múltiplas camadas.

Até então, o bloqueio era ineficaz se o golpista transferisse o valor rapidamente para outras contas; agora, o sistema consegue "perseguir" o montante em diferentes instituições até que ele seja localizado e bloqueado.

Atualmente, a taxa de recuperação de valores em casos de fraude é inferior a 10%, justamente pela velocidade com que os criminosos pulverizam o dinheiro em "contas laranjas". Com a atualização, os bancos passam a ter ferramentas para alcançar os destinos subsequentes do recurso, aumentando as chances de estorno para a vítima.

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Como funciona o fluxo do MED 2.0:

O processo de recuperação segue um rito rigoroso para garantir a segurança tanto da vítima quanto da análise bancária:

1. Notificação Imediata: A vítima deve registrar a contestação no aplicativo do banco no momento em que perceber o golpe.
2. Bloqueio em Camadas: O sistema rastreia o caminho do Pix e bloqueia o valor na conta onde ele estiver estacionado, mesmo que não seja a conta original do golpista.
3. Análise de 7 dias: A conta receptora fica sob investigação por uma semana.
4. Devolução do Recurso: Caso a fraude seja confirmada, o dinheiro é devolvido à conta de origem em até quatro dias úteis.

Apesar do avanço tecnológico, especialistas alertam que a rapidez da comunicação ainda é o fator determinante. Se o valor for convertido em criptoativos ou enviado para plataformas fora do sistema bancário tradicional, a recuperação torna-se quase impossível.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) já sinalizou que apoia a medida, mas defende que o próximo passo deve ser o bloqueio de CPFs vinculados a contas fraudulentas para impedir a reincidência de "laranjas"


 

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