Biatlo e a baba congelada, ciência por trás da cena
Esforço máximo aquece o corpo e solta secreções no gelo
O biatlo mistura esqui de fundo e tiro e, mesmo perto de zero grau, entrega uma imagem recorrente, suor em excesso e saliva aparente, às vezes congelada no rosto. O contraste chama atenção porque o ambiente é gelado, mas a demanda física é de alta intensidade, com acelerações e controle fino na chegada ao estande.
O mecanismo é simples e cruel. O atleta produz calor para sustentar o ritmo, a roupa encharca, a respiração vira motor e o ar frio e úmido irrita vias aéreas e mucosas. A combinação de corpo quente, ar gelado e ventilação altíssima facilita a produção de secreção e a baba vira sintoma visível de um organismo no limite, não falta de preparo.
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Na prova de 15 km do biatlo individual feminino, a francesa Julia Simon levou o ouro, com Lou Jeanmonnot em segundo e Lora Hristova em terceiro, em Antholz Anterselva. O detalhe fisiológico não é folclore, é parte do preço pago para sustentar potência e ainda acertar alvos a 50 metros.
O biatlo não premia o mais elegante, premia o mais eficiente sob estresse. Quando você vê saliva, suor e rosto marcado pelo frio, o esporte está contando a verdade sem legenda, ali a performance não é limpa, é exata.
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