Corinthians elimina Athletico com jovem decisivo e Dorival ousado
Timão vence sem sofrer gols e exibe solidez rara em 2025
O Corinthians confirmou vaga na semifinal da Copa do Brasil ao derrotar novamente o Athletico-PR, desta vez por 2 a 0 na Neo Química Arena. O placar agregado de 3 a 0 traduziu a superioridade de um time que encontrou equilíbrio em setores antes contestados. Rodrigo Garro abriu o caminho com categoria, enquanto Gui Negão, de apenas 18 anos, ampliou e reforçou sua condição de protagonista. A defesa, amparada por Hugo Souza em noite de pênalti defendido, manteve a invencibilidade no torneio e alcançou seis partidas sem ser vazada.
Do ponto de vista estratégico, Dorival Júnior ofereceu resposta criativa aos desfalques. A linha defensiva foi reconfigurada com improvisações que se mostraram funcionais, e o meio-campo teve dinâmica reforçada com Bidu em papel híbrido. O Corinthians alternou pressão coordenada na saída rival e períodos de controle posicional, sempre priorizando transições rápidas que explorassem a velocidade de seus jovens atacantes. A anulação do gol do Athletico, após intervenção do VAR, apenas reforçou a leitura de que a equipe paulista controlou os espaços mais decisivos do jogo.
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As consequências são significativas. Além da vaga, que rende premiação milionária, o Corinthians chega à semifinal com um dos melhores desempenhos defensivos da competição, ativo fundamental em torneios de mata-mata. O elenco, antes questionado pela dependência de veteranos, passa a ser visto como projeto em transição, com espaço crescente para revelações como Gui Negão. O sorteio do adversário, entre Cruzeiro e Atlético-MG, definirá o próximo capítulo, mas o Timão já se reposiciona como candidato real ao título e amplia o horizonte de confiança em meio a uma temporada marcada por instabilidades no cenário nacional.
Ainda assim, é preciso um olhar crítico. O Corinthians vive momento de afirmação, mas sua profundidade de elenco permanece curta para sustentar ritmo competitivo em paralelo ao Brasileirão. A dependência de soluções táticas emergenciais não pode se tornar rotina, sob risco de expor fragilidades em jogos de maior exigência técnica. Dorival merece crédito por ousar e acertar, mas a diretoria terá de refletir se a solidez construída em setembro será suficiente para resistir a dezembro. O time reencontrou sua identidade, mas identidade, no futebol brasileiro de 2025, precisa andar de mãos dadas com consistência.
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