Guilherme vira manchete nos EUA e reescreve a própria narrativa
Dois gols na estreia pela MLS e um recado ao Santos
Guilherme estreou na Major League Soccer como gente grande, dois gols, vitória do Houston Dynamo por 2 a 1 sobre o Chicago Fire e uma confissão que todo atacante entende: passou a noite revendo o que fez em campo. Aos 30 anos, ele trocou o futebol brasileiro por um vestiário com muitos brasileiros e latinos, acelerou a adaptação e já apareceu como solução, não como aposta.
O detalhe técnico é o que dá contexto ao impacto. Antes mesmo da bola valer na liga, ele fez hat trick em amistoso no estádio do clube e entrou na temporada com o time jogando para abastecer a área. Quando um atacante começa assim, não é só fase, é encaixe. O Dynamo encontrou um finalizador com leitura de espaço, presença na zona quente e capacidade de transformar meia chance em gol.
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No Santos, ele viveu o paradoxo completo: maior produção da carreira, 27 gols e 19 assistências em duas temporadas, mas embalado por um ambiente que oscilou entre Série B em 2024 e a tensão do rebaixamento em 2025. O apelido que recebeu depois, "artilheiro dos tempos sombrios", é meme e é diagnóstico. Ele rendeu, o clube afundou em turbulência, e a conta do humor virou termômetro de frustração coletiva.
O veredito é simples e desconfortável para quem gosta de reduzir jogador a caricatura. Guilherme não foi o problema de um Santos em crise, foi um dos poucos dados concretos de produtividade numa equipe que pedia milagre toda rodada. Agora, num cenário mais organizado, ele faz o que sempre foi cobrado que fizesse: decide com gols e vende esperança com consistência.
Com informações de: ge.
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