Morte de ex-jogador vira alerta no futebol argentino
Caso envolve familiar e expõe rotina sem proteção
A morte do ex-jogador Lucas Ignacio Pires, 29, em La Matanza, tirou o futebol argentino do piloto automático. A investigação aponta um irmão como principal suspeito e a polícia analisa imagens de câmeras para reconstruir a sequência da briga que terminou em tragédia.
O esporte adora tratar violência como "episódio isolado", mas a repetição desmente o conforto. O atleta sai do radar ao encerrar a carreira, perde estrutura, rede de apoio e proteção simbólica, e volta a ser mais um corpo exposto às mesmas tensões sociais que atravessam o bairro, a família, a noite.
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O impacto é duplo. Para o clube que lamenta em nota, fica o luto e o constrangimento de saber que homenagem não resolve prevenção. Para a categoria, fica a constatação de que a fama esportiva não é colete à prova de crise doméstica nem de conflito cotidiano.
O veredito é duro: o futebol não pode seguir reagindo só com condolências. Sem políticas reais de acolhimento, acompanhamento e mediação de conflitos, a bola continua rolando, mas a vida real segue sem árbitro, sem VAR e sem apito final.
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