Irã admite prisão de 3 mil pessoas após protestos, mas números são contestados
Regime reconhece repressão em meio a manifestações, enquanto entidades de direitos humanos apontam total muito maior de detidos
Autoridades de segurança do Irã afirmaram nesta sexta-feira (16) que cerca de três mil pessoas foram presas por suposta ligação com "grupos terroristas" e participação nos recentes protestos contra o regime. A informação foi divulgada pela agência estatal Tasnim e representa uma rara admissão oficial sobre a dimensão da repressão conduzida pelo governo iraniano.
Apesar do anúncio, os números apresentados pelas autoridades são considerados significativamente inferiores às estimativas de organizações de direitos humanos. A HRANA (Human Rights Activists News Agency), com sede nos Estados Unidos, informou em sua atualização mais recente que mais de 19 mil pessoas foram detidas desde o início das manifestações, no fim de dezembro. Entre os presos, estariam ao menos 169 crianças.
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Veículos de imprensa estatais iranianos divulgaram, nos últimos dias, diferentes balanços de prisões que, em alguns casos, superam o número anunciado oficialmente nesta sexta-feira.
Enquanto isso, Teerã começa a dar sinais de retomada da rotina após os protestos violentos contra o regime teocrático. Ainda assim, moradores relatam clima de apreensão e dizem se preparar para uma possível intervenção dos Estados Unidos, em meio ao aumento das tensões políticas e diplomáticas.
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