Estimativa para safra de grãos em 2023 mantém previsão de queda na Bahia

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Estimativa para safra de grãos em 2023 mantém previsão de queda na Bahia

Previsão é de menos 372.902 toneladas 

Crédito: Wenderson Araujo

A quarta estimativa para a safra baiana de cereais, leguminosas e oleaginosas (também conhecidos como grãos) em 2023 prevê, em abril, que a produção deve chegar a 10.988.805 toneladas neste ano. Isso representa uma redução de 3,3% (ou menos 372.902 toneladas) em relação ao recorde de 2022 (11.361.707 toneladas).

Frente a março, a previsão se manteve estável. E, assim como já havia sido sinalizado desde o prognóstico feito em outubro do ano passado, dentre as 12 safras de cereais, leguminosas e oleaginosas pesquisadas na Bahia, apenas o amendoim 2ª safra tem previsão de variação positiva na quantidade colhida, em 2023: mais 10 toneladas (+0,4%), chegando a uma produção de 2.486 toneladas.

Por outro lado, esta quarta estimativa também mantém que a maior previsão de queda absoluta, entre os grãos, deve ocorrer na produção de soja: menos 177.186 toneladas ou -2,4%, chegando a uma safra de 7.063.494 toneladas em 2023. Já em termos relativos, a maior perda deve vir do milho 2ª safra, com uma produção de 520.780 toneladas, 19,9% menor que a de 2022 (-129.220 t.).

Tanto no caso da soja quanto do milho 2ª safra, a previsão é de queda no rendimento médio (produtividade), com as áreas plantadas e colhidas mantendo-se, até o momento, as mesmas de 2022. O rendimento da soja deve se reduzir de 3.972 kg/hectare para 3.875 kg/hectare; já o do milho 2ª safra deve recuar de 2.500 kg/hectare para 2.003 kg/ hectare.

As estimativas para essas duas culturas na Bahia vão na contramão do previsto para o Brasil como um todo, onde ambas devem ter safras recordes em 2023, de 149,1 milhões e 119,9 milhões de toneladas, respectivamente.

A soja e o milho devem ser justamente os principais destaques positivos da safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas, que pode alcançar novo recorde em 2023: 302,1 milhões de toneladas, 14,8% ou 39,0 milhões de toneladas maior do que a de 2022 (que havia sido de 263,2 milhões de toneladas).

Frente à previsão de março, houve crescimento de 0,8% na estimativa da safra nacional para este ano, ou mais 2,4 milhões de toneladas.

Mesmo com a previsão de colher 3,3% menos neste ano, a Bahia ainda deve ter a sétima maior safra de grãos do país, respondendo por 3,6% do total nacional (frente a uma participação de 4,3% em 2022). Mato Grosso continua na liderança (30,7%), seguido por Paraná (15,5%) e Rio Grande do Sul (10,1%).
 

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