Ex-prefeito é preso, suspeito de desvio de dinheiro destinado ao combate a enchentes

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Ex-prefeito é preso, suspeito de desvio de dinheiro destinado ao combate a enchentes

Marcelo Caumo foi prefeito de Lajeado (RS) por dois mandatos 

Foto: Reprodução/redes sociais

O ex-prefeito de Lajeado, no Rio Grande do Sul, Marcelo Caumo (União Brasil), foi preso, nesta quinta-feira (26), pela Polícia Federal, por suspeita de desvios de recursos destinados ao combate das enchentes. Os recursos em questão foram oriundos de recursos públicos federais enviados a cidades gaúchas afetadas pelas enchentes.

O político, que foi prefeito da cidade entre 2018 e 2024, foi preso de forma temporária, sendo a prisão válida por cinco dias, que podem ser prorrogados, dependendo de permissão da Justiça. A prisão do prefeito ocorreu durante desdobramentos da operação Lamaçal, que havia sido iniciada em novembro do ano passado, na qual o prefeito já tinha sido o principal investigado.

De acordo com nota da atual gestão municipal de Lajeado, a investigação nada tem a ver com a atual gestão. "A ação integra investigação relacionada a contratos de prestação de serviços terceirizados firmados em períodos anteriores", diz nota da prefeitura enviada ao G1.

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Conforme revelou a PF, ainda no ano passado, contratos que apontam indícios dos desvios de dinheiro somam R$ 120 milhões. Os investigados podem responder pelos crimes de desvio ou aplicação de dinheiro de renda ou verba pública.

Em nota, a PF afirma que analisou o material apreendido na primeira etapa da operação e sustenta a hipótese de direcionamento de licitações na administração municipal. "As investigações identificaram irregularidades em três licitações da Prefeitura de Lajeado envolvendo empresas de um mesmo grupo econômico, contratadas para prestar serviços de assistência social", disse.

"As investigações identificaram irregularidades em três licitações da Prefeitura de Lajeado envolvendo empresas de um mesmo grupo econômico, contratadas para prestar serviços de assistência social", completou.

Na operação que prendeu o ex-prefeito foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão, entretanto, o advogado de Caumo alegou que não teve acesso aos documentos que levaram à prisão do político 

 

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